EDIÇÃO DO DIA · 13 de julho de 2026 --:--:-- ASHBURN 29ºC
DÓLAR R$ 5,15 ▲ +0,77% EURO R$ 5,86 ▲ +0,64%
AO VIVO

BRASIL ESTADO

PLANETA EM FÚRIA

Subsídios a combustíveis fósseis devem atingir US$ 1,1 trilhão em 2026, diz PNUD

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os subsídios globais a combustíveis fósseis deverão chegar a US$ 1,1 trilhão em 2026. O valor representa uma reversão da tendência de queda anterior, impulsionada pelo choque do petróleo decorrente da guerra no Irã.

Os efeitos em cascata dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã estão forçando os países em desenvolvimento a esgotar sua margem fiscal com subsídios aos combustíveis fósseis. Embora o movimento esteja evitando a disparada de preços para o consumidor no curto prazo, prejudica investimentos em saúde, educação e clima.

É o que destaca o relatório “Escalada Militar no Oriente Médio: Amortecendo o Choque Global”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Lançado na 2ª feira (29/6), o documento mostra que os países de baixa e média renda protegeram parcialmente suas populações do choque do petróleo provocado pela guerra por meio de subsídios aos combustíveis fósseis, tetos de preços, isenções fiscais e medidas de gestão da demanda.

Por conta disso, os subsídios aos combustíveis fósseis, que estavam em queda, deverão somar US$ 1,1 trilhão neste ano, US$ 410 bilhões a mais do que em 2025, informam Valor e Bloomberg. O valor considera o preço médio do barril de petróleo de US$ 88,60. No entanto, se o conflito perdurar e continuar jogando para cima as cotações, os subsídios aos fósseis pode chegar a US$ 1,43 trilhão, com base num preço médio do barril de US$ 110.

“Os países em desenvolvimento estão fazendo tudo o que podem, mas há um custo oculto. Para lidar com a crise atual, os governos estão adiando os investimentos do futuro. O dinheiro que deveria ser usado para construir escolas, hospitais e sistemas de energia limpa está sendo utilizado simplesmente para manter as economias à tona. Sem apoio internacional, esses países não escaparão do choque. Eles estão absorvendo-o às custas do crescimento futuro”, afirmou Alexander De Croo, Administrador do PNUD.

Quase metade dos países mais pobres do mundo já estão em endividamento excessivo ou em alto risco de entrar nessa situação, destaca o relatório, e a dívida continua a comprometer os gastos com desenvolvimento a um ritmo crescente. Estima-se que a economia em desenvolvimento mediana gastará 9,5% da receita total do governo apenas com pagamentos de juros neste ano, o dobro da taxa de uma década atrás e o nível mais alto registrado em 25 anos.

Em média, entre 2024 e 2026, estima-se que 55 economias em desenvolvimento pagarão mais de 10% de sua receita em juros. Há uma década, eram 32 países, lembra o PNUD.

“Nenhum país deveria ter que sacrificar seu desenvolvimento futuro para gerenciar uma crise que não criou”, frisou De Croo. “Primeiro, precisamos desbloquear a liquidez multilateral para facilitar o acesso aos países de baixa e média renda. Depois, precisamos acelerar o investimento em energia renovável, que reduz a exposição a choques futuros. A crise deixou uma coisa clara: segurança energética e transição energética não são mais agendas separadas. São uma só”, reforçou.

📰 Leia a reportagem completa
Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/07/01/subsidios-a-combustiveis-fosseis-chegarao-a-us-11-trilhao-em-2026/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

Leia também

VER TODAS ›