Suspensão de campanha de Renan Santos repercute na imprensa internacional
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender a campanha do empresário Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão. A medida repercutiu na imprensa internacional nesta segunda-feira.
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender a campanha do empresário e candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, repercutiu na imprensa internacional nesta segunda-feira, 31.
O jornal britânico The Economist publicou uma reportagem sobre o caso com o título “The dark horse presidential candidate Brazil's authorities are trying to ban”, em tradução livre, “O candidato azarão que as autoridades brasileiras estão tentando banir”.
Anteriormente, o artigo tinha outro título: “Could Latin America's biggest democracy have a Milei moment?”, ou “Será que a maior democracia da América Latina poderia ter um momento Milei?”.
Um jornalista do também britânico The Guardian comentou o caso na rede social X.
Toffoli determinou bloqueio de canais de Renan Santos
Relator do processo sobre a candidatura de Renan Santos no TSE, Toffoli determinou o bloqueio dos canais digitais do candidato. A decisão teve como base supostos atrasos no registro de contas em redes sociais.
Segundo o ministro, a candidatura foi formalizada em 7 de agosto, mas o partido informou 16 contas na internet somente 12 dias depois.
A decisão determinou o congelamento imediato dos endereços digitais de Renan Santos. Toffoli também estabeleceu multa aos provedores em caso de descumprimento da ordem.
Para o ministro, a omissão das informações representaria um “indício de fraude à lei”. Toffoli afirmou ainda que perfis não informados poderiam ficar fora do bloqueio de algoritmos e beneficiar o candidato por meio dos sistemas de recomendação.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan Santos classificou a decisão como “ilegal” e “persecutória” e afirmou que irá recorrer.
O candidato disse que estaria “pagando o preço” por ter participado, antes da candidatura, de manifestações contra Toffoli. Segundo Renan, ele convocou atos em São Paulo contra o ministro ao menos quatro vezes no último ano.
Mais cedo, Renan também classificou como “piadas” os argumentos apresentados por Toffoli, que citou “indícios de ilicitude” envolvendo o partido e retirou o caso de pauta.
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