Temer declara apoio a Flávio no 2º turno da eleição presidencial
O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou, nesta segunda-feira, 5, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PL enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na votação marcada para 25 de outubro. Em declaração publicada nas redes sociais, Temer disse que o resultado do primeiro turno revelou o desejo dos eleitores por “novas ideias,
O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou, nesta segunda-feira, 5, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PL enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na votação marcada para 25 de outubro.
Em declaração publicada nas redes sociais, Temer disse que o resultado do primeiro turno revelou o desejo dos eleitores por “novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”. O ex-presidente vinculou esse sentimento à candidatura de Flávio: “Reconexão é Flávio”.
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O ex-presidente também citou a renovação do Senado e do Congresso Nacional ao justificar o posicionamento.
Temer indicou Moraes ao STF
O apoio de Temer a Flávio chama atenção porque o ex-presidente é responsável pela chegada do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em fevereiro de 2017, Temer indicou Moraes para a vaga aberta com a morte do ministro Teori Zavascki. O Senado aprovou a indicação, e Moraes tomou posse em 22 de março daquele ano.
Moraes esteve à frente de processos que tiveram Jair Bolsonaro e seus apoiadores como alvos. Mais recentemente, o ministro passou ao centro de outra controvérsia depois que a Polícia Federal (PF) encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, mensagens que revelaram a proximidade entre os dois durante o escândalo do Banco Master. De acordo com a investigação, Vorcaro manteve ao menos seis encontros com Moraes e, às vésperas de ser preso, perguntou ao ministro se deveria deixar o país. Em mensagens enviadas a um interlocutor que a PF suspeita ser Moraes, o banqueiro também pediu ajuda para tentar adiar uma operação policial e mencionou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os documentos obtidos pela investigação não demonstram que esses pedidos tenham sido atendidos.
Hoje, Flávio defende o impeachment de Moraes. Em pronunciamento no Senado, em 1º de setembro, o senador pediu a abertura imediata de um processo contra o ministro e afirmou que havia elementos que configuravam crime de responsabilidade.
Temer foi vice de Dilma
Temer foi eleito vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT) em 2010 e novamente em 2014. Em 2016, assumiu a Presidência da República depois que o Senado aprovou o impeachment da petista. Ele permaneceu no cargo até o fim de 2018.
De lá para cá, o ex-presidente se distanciou do grupo político com o qual havia dividido o governo. O MDB, partido de Temer, não declarou apoio nacional a um dos dois candidatos que disputam o segundo turno.
No primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula: recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Os dois voltam a se enfrentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
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