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Terremotos aprofundam tragédia de uma Venezuela já em ruínas

O administrador de empresas Lubin Altuve achou que morreria quando seu apartamento começou a tremer em Caracas. A menina Fabiana, de 12 anos, passou 32 horas sob os escombros, sobrevivendo apenas com ketchup e queijo. O tenente-coronel Francisco D'Elia deixou a própria mãe em segurança antes de seguir para os resgates. Histórias como essas ajudam a dimensionar a tragédia provocada pelos terremot

O administrador de empresas Lubin Altuve achou que morreria quando seu apartamento começou a tremer em Caracas. A menina Fabiana, de 12 anos, passou 32 horas sob os escombros, sobrevivendo apenas com ketchup e queijo. O tenente-coronel Francisco D'Elia deixou a própria mãe em segurança antes de seguir para os resgates. Histórias como essas ajudam a dimensionar a tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho.

Os abalos destruíram bairros inteiros em Caracas e em cidades dos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira, derrubaram hospitais, escolas e igrejas e interromperam serviços essenciais. De acordo com o governo, cerca de 4 mil pessoas morreram, mas profissionais envolvidos nas operações de busca e organizações humanitárias afirmam que o número pode ser maior.

A dimensão do desastre mobilizou equipes internacionais. O Brasil instalou um hospital de campanha, El Salvador enviou cerca de 300 brigadistas, e voluntários de diversos países passaram a atuar ao lado de bombeiros e moradores na busca por sobreviventes.

O chavismo assombra a Venezuela

Em meio à emergência, contudo, surgiram críticas à atuação da ditadura venezuelana. Integrantes das operações de resgate relataram dificuldades na coordenação dos trabalhos, denúncias de obstáculos à distribuição de parte da ajuda humanitária e questionamentos sobre a rapidez na remoção dos escombros, enquanto famílias ainda procuravam parentes desaparecidos.

A tragédia também alterou o cenário político do país. A reconstrução passou a dominar a agenda do governo interino de Delcy Rodríguez e fortaleceu o discurso chavista em defesa do fim das sanções internacionais e da liberação de recursos bloqueados no exterior.

Na Edição 330 da Revista Oeste, a reportagem reúne relatos exclusivos de sobreviventes, bombeiros e médicos que participaram das operações de resgate, mostra como o terremoto agravou a crise venezuelana e analisa de que forma o chavismo transformou a catástrofe em instrumento político. Assine já.

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