Terremotos na Venezuela deixam 3,3 mil mortos
Os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho deixaram ao menos 3.342 mortos, segundo novo balanço divulgado neste domingo, 5. O número representa um aumento de 388 vítimas em relação à atualização anterior. Os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter e causaram maiores impactos nas regiões leste e norte do país, com destaque para o Estado de La Guaira, a cerca de 40 km
Os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho deixaram ao menos 3.342 mortos, segundo informações do Ministério da Informação do país publicadas neste domingo, 5. O novo balanço representa um aumento de 388 vítimas em relação à atualização anterior, divulgada pelo governo venezuelano no sábado.
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Os tremores registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter e concentraram os maiores impactos nas regiões leste e norte do país. O Estado de La Guaira, localizado a cerca de 40 quilômetros da capital, Caracas, foi a área mais afetada. No local, edifícios desabaram e milhares de moradores ficaram desalojados.
Na atualização anterior, o governo havia informado que mais de 16 mil pessoas ficaram feridas em consequência do desastre. As buscas por sobreviventes continuam, enquanto autoridades e equipes de emergência trabalham nas regiões atingidas pelos desabamentos.
Buscas na Venezuela continuam
Além do novo balanço divulgado pelo governo venezuelano, o Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou haver alta probabilidade de que o número final de mortos ultrapasse 10 mil pessoas.
Nos últimos dias, organizações humanitárias relataram dificuldades para prestar assistência às áreas atingidas. Segundo essas entidades, autoridades venezuelanas impuseram restrições que atrasaram a entrada de equipes de resgate, equipamentos e suprimentos destinados às vítimas.
A organização beneficente Amavex afirmou que bombeiros venezuelanos foram impedidos de acessar áreas onde atuariam nas operações de salvamento. Já a entidade alemã Isar Germany informou que uma equipe formada por especialistas alemães e austríacos não conseguiu entrar no país, apesar de a Venezuela ter comunicado anteriormente a necessidade de apoio internacional.
Representantes de outras equipes de resgate também denunciaram obstáculos durante as operações. De acordo com relatos divulgados nos últimos dias, militares venezuelanos interromperam o trabalho de socorristas para exigir documentos de identificação, sob a alegação de suspeitas sobre integrantes das missões humanitárias.
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