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Transição de governo na Colômbia é suspensa após impasse sobre resultado eleitoral

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a suspensão das reuniões técnicas de transição em resposta à recusa do atual presidente, Gustavo Petro, em reconhecer o resultado das eleições presidenciais de junho. Espriella afirmou que não há condições para prosseguir com o processo enquanto o governo contestar sua vitória. Petro, por sua vez, declarou que não reconhece a legi

A transição de governo na Colômbia voltou ao centro do debate político nesta semana. O tema ganhou destaque depois de o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, anunciar a suspensão das reuniões técnicas de transição em resposta à recusa do presidente Gustavo Petro em reconhecer o resultado das eleições presidenciais realizadas no fim de junho.

Espriella afirmou que não há condições para conduzir o processo enquanto o governo atual contestar sua vitória. Petro, por sua vez, declarou que não reconhece a legitimidade do novo governo. Ele também afirmou considerar Iván Cepeda o vencedor da disputa, embora observadores nacionais e internacionais não tenham apontado indícios de fraude no pleito.

Gustavo Petro divulga imagem em sala de votação — 31/5/2026 | Foto: Reprodução/X/@petrogustavo

Lei estabelece regras para a transferência de governo

Na Colômbia, a transição entre governos é disciplinada pela Lei 951, de 2005. A norma estabelece os procedimentos para a entrega da administração pública entre autoridades que deixam o cargo e seus sucessores.

A legislação não se aplica apenas à Presidência da República. Ela também alcança servidores e gestores dos três Poderes e de diferentes níveis da administração pública.

Pelas regras, quem deixa a função deve apresentar, em até 15 dias, um relatório com informações sobre as atividades desempenhadas e a gestão dos recursos financeiros, humanos e administrativos sob sua responsabilidade.

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O sucessor tem a atribuição de analisar a documentação, solicitar esclarecimentos. E quando necessário, e comunicar aos órgãos de fiscalização eventuais irregularidades encontradas no prazo de até 30 dias.

Mesmo com a suspensão das reuniões técnicas anunciada por Espriella, o ministro da Fazenda, Germán Ávila, informou que a entrega dos documentos previstos em lei continuará. Segundo ele, eles apenas interromperam os encontros de transição.

Também nesta semana, Espriella confirmou que tomará posse em um quartel militar e anunciou Omar Bula Escobar para comandar o Ministério das Relações Exteriores do futuro governo.

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