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Três grupos disputam leilão da concessão da Régis Bittencourt

As empresas Arteris, Motiva (nova denominação da CCR) e EPR apresentaram propostas para a concessão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116/PR/SP). O leilão está marcado para a próxima quinta-feira, 23, na B3, em São Paulo.

Três grupos apresentaram propostas para disputar a concessão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116/PR/SP). Segundo fontes ligadas ao certame, Arteris, Motiva, novo nome da CCR, e EPR entregaram os envelopes para participar do leilão, marcado para a próxima quinta-feira, 23, na B3, em São Paulo.

A concessão abrange o trecho entre Curitiba e a capital paulista, um dos principais corredores logísticos do país. A rodovia atravessa 16 municípios e concentra o transporte de cargas agrícolas e industriais entre as regiões Sul e Sudeste.

Novo contrato prevê atualização dos investimentos

O leilão faz parte da política do governo federal de repactuação de contratos considerados desequilibrados. Atualmente, a Régis Bittencourt é administrada pela Arteris, que assumiu a concessão em 2008, por um período de 25 anos.

O edital prevê investimentos de aproximadamente R$ 7,2 bilhões em obras de ampliação e modernização | Foto: Reprodução/Divulgação/Arteris

Pelo modelo adotado, conhecido como "leilão simplificado", o governo oferece ao mercado um contrato previamente negociado com a atual concessionária. Caso outro concorrente apresente uma proposta mais vantajosa, com maior desconto sobre a tarifa de pedágio, poderá assumir a operação da rodovia.

O edital prevê investimentos de aproximadamente R$ 7,2 bilhões em obras de ampliação e modernização da BR-116, além de cerca de R$ 4 bilhões destinados aos custos operacionais ao longo da concessão.

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Com mais de 380 quilômetros de extensão, a Régis Bittencourt registra tráfego médio diário superior a 29 mil veículos. Segundo a Arteris, caminhões e ônibus representam cerca de 80% desse fluxo.

A EPR entra na disputa já como concessionária de três lotes rodoviários no Paraná. A Motiva, por sua vez, participa do leilão em meio ao processo de reestruturação do grupo, que incluiu a venda de ativos aeroportuários e desinvestimentos em parte das concessões de mobilidade urbana.

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