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Tribunais negam irregularidades em penduricalhos em resposta ao STF

Tribunais de Justiça informaram ao Supremo Tribunal Federal que não houve irregularidades nos pagamentos acima do teto constitucional, conhecidos como 'penduricalhos', registrados em maio e junho deste ano.

Tribunais de Justiça (TJ) responderam ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não houve irregularidades nos pagamentos de remunerações acima do teto constitucional, os chamados "penduricalhos", registrados nos meses de maio e junho deste ano. As informações são da CNN Brasil.

Em documentos enviados à Corte, os tribunais afirmam que os valores elevados decorreram de situações excepcionais, como férias acumuladas, aposentadorias e parcelas que, segundo as regras vigentes, não entram no limite constitucional.

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O STF considera que, com todas as verbas autorizadas pelas regras fixadas pela própria Corte, a remuneração máxima possível chegaria a R$ 78,5 mil. Apesar disso, foram registrados casos de pagamentos mensais de até R$ 1 milhão.

Nas manifestações encaminhadas ao Supremo, os tribunais sustentam que seguiram os parâmetros definidos pela decisão do STF que limitou os penduricalhos e as normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Reunião entre presidentes de Poderes em meio à discussão de penduricalhos; encontro ocorreu no STF - 24/2/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Tribunais respondem à cobrança do STF

O TJ do Distrito Federal informou que observou as determinações do STF e do CNJ. A Corte afirmou que os maiores pagamentos decorreram de acertos financeiros obrigatórios relacionados à aposentadoria de duas magistradas que possuíam férias acumuladas.

O TJ do Maranhão declarou que apenas seis casos superaram os parâmetros estabelecidos e que todos envolveram pagamento de abono de férias e de 13º salário, verbas que, segundo o tribunal, constituem exceções ao teto constitucional.

Já o TJ do Rio de Janeiro afirmou que as folhas de pagamento de abril, maio e junho respeitaram os parâmetros fixados pelo STF e reiterou compromisso com a transparência e a segurança jurídica. O TJ de Rondônia, por sua vez, informou que os dados disponíveis no portal do CNJ não apontam qualquer irregularidade.

Na última segunda-feira, 6, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes determinaram que os presidentes de tribunais estaduais prestassem esclarecimentos sobre reportagens que apontavam descumprimento do teto para o pagamento de verbas extras. O STF solicitou informações detalhadas sobre valores pagos a magistrados da ativa e aposentados entre abril e julho, discriminando remunerações e indenizações.

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