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Trump diz que acompanha 'muito de perto' as eleições no Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que acompanha com atenção a corrida presidencial brasileira. Ao responder a jornalistas na saída da Casa Branca, o republicano destacou a importância do pleito e elogiou o Brasil e sua população. Ele não mencionou nenhum dos concorrentes à Presidência nem indicou quem gostaria de ver eleito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 1º, que acompanha com atenção a corrida presidencial brasileira. Ao responder a jornalistas na saída da Casa Branca, o republicano ressaltou a relevância do pleito e elogiou o Brasil e sua população. Ele não mencionou nenhum dos concorrentes à Presidência nem indicou quem gostaria de ver eleito.

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"Estou acompanhando muito de perto as eleições brasileiras", afirmou Trump. "O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante."

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O comentário foi feito a três dias da votação de domingo, 4, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará conquistar mais um mandato. Seu principal adversário é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A atenção de Washington ao processo eleitoral brasileiro ocorre em um período de atritos diplomáticos. Desde seu retorno à Presidência dos EUA, Trump adotou medidas comerciais contra o Brasil e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal do Brasil, relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em julho, o governo norte-americano estabeleceu uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A decisão foi justificada por Washington com base em práticas comerciais que considera prejudiciais aos interesses dos EUA. O governo Lula, por sua vez, atribuiu motivações políticas à medida.

A postura da administração Trump diante da disputa brasileira também passou a ser questionada por alguns setores nos EUA. Nesta semana, três senadores democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, na qual cobraram garantias de que Washington não tentará influenciar o resultado das urnas.

A preocupação com uma possível interferência norte-americana ganhou outra dimensão depois da divulgação de informações sobre encontros entre autoridades brasileiras e representantes europeus.

Apesar das divergências políticas e comerciais, Lula e Trump mantiveram uma relação pessoal marcada por manifestações de cordialidade, inclusive em agosto de 2026, menos de dois meses antes das eleições brasileiras.

A conversa teve como tema a iniciativa de, em julho, os EUA voltarem a impor tarifas ao Brasil, com uma nova fundamentação jurídica.

Segundo uma reportagem publicada pela Reuters na quarta-feira 30, integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apresentaram a delegações da França e da Alemanha suspeitas de interferência dos EUA e da Rússia no processo eleitoral brasileiro.

As reuniões ocorreram entre 9 e 11 de setembro, em Brasília, e também abordaram a segurança digital e a possibilidade de ações coordenadas para enfrentar ameaças às eleições.

Trump e a política no Brasil

As alegações não constituem, por si só, comprovação de interferência. O Departamento de Estado norte-americano já havia negado que Washington estivesse tentando influenciar a eleição brasileira.

Embora não tenha, nesta quinta-feira, declarado apoio a Flávio Bolsonaro, e não ter rompido com Lula, Trump mantém simpatia política com a família do ex-presidente brasileiro.

Leia mais: "Lula contesta tarifas dos EUA em telefonema com Trump"

Em maio, o senador foi recebido pelo republicano no Salão Oval da Casa Branca, em um encontro que evidenciou a proximidade entre os dois. Integrantes da família Bolsonaro também têm mantido contatos com representantes do governo norte-americano.

A relação ganhou destaque depois que Trump criticou o processo judicial contra Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. O presidente dos EUA contestou publicamente a decisão e classificou o tratamento dispensado ao ex-presidente brasileiro como perseguição política.

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