Trump diz que EUA vão ‘queimar’ se democratas vencerem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem relacionado as manifestações na França à crise migratória na Europa. O republicano critica os altos índices de migrantes no continente e usa o tema para mobilizar a base eleitoral para as midterms, as eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro. Em mais de uma oportunidade, Trump usou as redes sociais para associar os protestos aos i
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem relacionado as manifestações na França à crise migratória na Europa. O republicano critica os altos índices de migrantes no continente e usa o tema para mobilizar a base eleitoral para as midterms, as eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro. Em mais de uma oportunidade, Trump usou as redes sociais para associar os protestos aos imigrantes.
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Os atos na França já duram semanas e geraram uma onda de violência no último sábado, 14. Em comício no Kansas na noite dea última segunda-feira, 20, Trump disse que os Estados Unidos vão "queimar" como a França se os democratas vencerem as eleições. Ele não apresentou evidências para sustentar a acusação.
Durante o comício em apoio ao senador republicano Roger Marshall, Trump citou os protestos violentos na França. "Quando vocês virem campanários em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os democratas radicais querem fazer com os EUA", afirmou. "Eles pretendem fazer isso. Não vão nem chegar perto."
O presidente norte-americano também relacionou os protestos à imigração. Ele afirmou que a Europa "foi fraca" no controle de suas fronteiras e, por isso, "fracassou". "O que está acontecendo na França é o que eles querem que aconteça em nosso país", declarou. "Isso nunca vai acontecer aqui."
Macron critica uso político das imagens
O presidente da França, Emmanuel Macron, reagiu às declarações de Trump. Em visita ao Catar, ele criticou líderes estrangeiros que fazem campanha "nas costas da França". "Já estamos lidando com dificuldades, não precisamos de líderes estrangeiros usando nossos problemas para suas campanhas eleitorais", afirmou Macron.
O francês também denunciou a manipulação de informações sobre os protestos. "Houve manipulação estrangeira de informações depois, isso é certo", declarou. "Isso levou a comentários inaceitáveis e completamente estúpidos de muitas pessoas, incluindo líderes estrangeiros." Macron citou imagens geradas por inteligência artificial que mostrariam cenas que nunca aconteceram na França.
As manifestações na França começaram como um movimento estudantil por mais investimento nas escolas. Sindicatos e outros grupos se juntaram aos atos para protestar contra o alto custo de vida e os preços recordes dos combustíveis. A violência do último fim de semana incluiu carros incendiados, grafites e lojas saqueadas.
Midterms definem controle do Congresso e agenda de Trump
As eleições de 3 de novembro vão definir o controle da Câmara dos Representantes e de parte do Senado. Todos os 435 assentos da Câmara estarão em disputa, além de 35 das 100 cadeiras do Senado. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas.
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As pesquisas apontam para uma possível mudança na composição do Congresso. Uma derrota pode dificultar a aprovação da agenda legislativa de Trump. Se os democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, a oposição também poderá ampliar investigações sobre o governo.
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