TSE continua dividido sobre regras para pesquisas eleitorais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua dividido sobre as regras aplicáveis às pesquisas eleitorais. Conforme integrantes da Corte ouvidos por Oeste em caráter reservado, os ministros ainda não chegaram a um consenso a respeito do uso de imagens e vídeos durante as entrevistas com as pessoas. A discussão ganhou força depois de o presidente do TSE, Nunes Marques, suspender a divulgação d
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua dividido sobre as regras aplicáveis às pesquisas eleitorais.
Conforme integrantes da Corte ouvidos por Oeste em caráter reservado, os ministros ainda não chegaram a um consenso a respeito do uso de imagens e vídeos durante as entrevistas com as pessoas.
A discussão ganhou força depois de o presidente do TSE, Nunes Marques, suspender a divulgação de uma pesquisa que mostrava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em queda.
O magistrado considerou que os recursos audiovisuais apresentados aos entrevistados, em meio à revelação de que o parlamentar cobrou patrocício do empresário Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, poderiam ter influenciado as respostas.
O caso foi levado ao plenário, mas o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista.
Ainda não há data para a retomada da análise.
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Ministros do TSE discutem limites sobre pesquisas após caso Flávio
Uma ala do TSE considera que imagens e vídeos podem ser utilizados pelos institutos, desde que os entrevistados sejam avisados previamente e a metodologia seja registrada de forma detalhada na Justiça Eleitoral.
Outros integrantes da Corte demonstram preocupação com a possibilidade de esses recursos direcionarem as respostas e comprometerem a neutralidade dos levantamentos.
A divergência está justamente nos critérios que permitiriam distinguir uma ferramenta legítima de pesquisa de um mecanismo capaz de induzir o eleitor.
Em julho, o TSE ouviu representantes de institutos de pesquisa. A intenção foi conhecer métodos antes de estabelecer uma orientação para as eleições deste ano.
Reunião não encerrou divergência
O tema voltou a ser discutido na reunião fechada realizada pelos ministros, na terça-feira 18. Convocado por Nunes Marques, o encontro tratou também do uso de inteligência artificial na campanha eleitoral.
Segundo relatos reservados, a conversa ocorreu em clima tranquilo, mas não encerrou as divergências sobre as pesquisas. Os ministros apresentaram argumentos e avaliaram possíveis critérios, sem antecipar publicamente os votos.
Nos bastidores, há uma tendência favorável à liberação dos recursos audiovisuais, desde que acompanhada de salvaguardas. Isso não significa, contudo, que o entendimento esteja pacificado.
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