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TSE vai exigir mais detalhes de pesquisas eleitorais no 2º turno

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende ampliar as exigências impostas aos institutos de pesquisa para o registro de levantamentos no segundo turno das eleições de 2026. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, deve comunicar as empresas sobre as mudanças nos próximos dias. A medida prevê a apresentação de informações mais detalhadas sobre as metodologias utilizadas pelos institu

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende aumentar as exigências feitas aos institutos de pesquisa para o registro de levantamentos no segundo turno das eleições de 2026. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, deve comunicar as empresas sobre as mudanças nos próximos dias.

A medida prevê a apresentação de informações mais detalhadas sobre as metodologias utilizadas pelos institutos. Até o momento, contudo, o TSE não informou quais novos dados cobrará nem como aplicará as alterações.

Atualmente, empresas que realizam pesquisas eleitorais já precisam registrar os levantamentos no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) até cinco dias antes da divulgação.

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Entre as informações obrigatórias estão o contratante, o valor e a origem dos recursos, a metodologia, o período de realização, o plano amostral, as ponderações utilizadas, o intervalo de confiança e a margem de erro.

Kassio discutiu mudanças com institutos

O debate sobre as regras para pesquisas eleitorais ganhou espaço no TSE ao longo deste ano.

Em julho, Kassio discutiu com representantes de institutos mudanças na regulamentação dos levantamentos. Na ocasião, o presidente do TSE apresentou a proposta de criação de um chamado ‘selo de acurácia eleitoral’.

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A ideia buscava estabelecer uma forma de reconhecimento para pesquisas cujos números ficassem mais próximos dos resultados registrados nas urnas.

A proposta, no entanto, enfrentou críticas de representantes do setor e especialistas e acabou não avançando. Entre os questionamentos estava a avaliação de que pesquisas medem a intenção de voto em determinado momento e não devem ser tratadas como previsão do resultado das eleições.

TSE suspendeu pesquisa da AtlasIntel

As discussões ocorrem depois de uma decisão de Kassio que suspendeu, em junho, a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa pela Presidência da República.

O levantamento, registrado sob o número BR-06939/2026, foi questionado pelo Partido Liberal (PL).

Na ação, o PL alegou que a metodologia da pesquisa poderia influenciar negativamente a percepção dos entrevistados sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. O partido questionou a sequência das perguntas e as associações feitas entre o senador, Daniel Vorcaro e o Banco Master.

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Ao conceder a liminar, Kassio afirmou ter identificado suspeitas de indução ao eleitor. O ministro também determinou que a AtlasIntel apresentasse documentação técnica complementar para demonstrar a regularidade da metodologia, especialmente em relação ao uso de um áudio apresentado aos entrevistados.

Depois, o plenário do TSE começou a analisar a decisão de Kassio. O ministro votou para manter a suspensão. Em seguida, Estela Aranha pediu vista e interrompeu o julgamento.

Leia também: "Corrupção: impunidade de Estado", de Yasmin Alencar. Edição 341 da Revista Oeste

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