União Brasil decide apoiar Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno
O União Brasil decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo apuração, os líderes do partido já estão cientes do acordo, e o anúncio deve ocorrer no início da próxima semana, após a votação do primeiro turno, marcada para domingo, 4.
O União Brasil decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme apurou Oeste, os líderes do partido já estão cientes do acordo. O anúncio deve ocorrer no começo da próxima semana, depois da votação do primeiro turno, marcada para domingo 4.
A intenção do presidente do partido, Antônio Rueda, é colocar a estrutura do União a serviço da candidatura de Flávio, com a participação de prefeitos e deputados nos palanques municipais e estaduais.
Essa aproximação vinha ocorrendo nas últimas semanas. Flávio procurou Rueda e o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PI), para discutir o apoio das duas siglas em caso de segundo turno. Os dois partidos integram a Federação União Progressista e, por isso, precisam anunciar em conjunto qual candidato apoiarão.
A federação chegou ao primeiro turno sem candidato à Presidência. Em agosto, o União aprovou em convenção a neutralidade e liberou os integrantes para apoiar, nos Estados, o presidenciável que melhor se ajustasse às alianças locais. Rueda afirmou na ocasião que havia posições diferentes dentro da legenda e que a decisão refletia a vontade da maioria.
Contudo, o próprio presidente do União já havia feito acenos a Flávio. Em abril, Rueda disse que a tendência era apoiar o senador caso este apresentasse uma candidatura voltada ao centro. Em agosto, depois da opção pela neutralidade, afirmou que poderia dividir o palanque com Flávio no Rio de Janeiro e disse que mantinha contato frequente com o candidato do PL.
Parte do União também trabalhou com Flávio durante o primeiro turno. Em São Paulo, os diretórios estaduais do PP e do União oficializaram apoio ao senador em julho, antes da definição nacional pela neutralidade.
Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o registro da Federação União Progressista, em março, PP e União reuniam 109 deputados federais e 15 senadores. Nas eleições municipais anteriores, as duas legendas haviam elegido, juntas, 1.335 prefeitos e 12.398 vereadores.
A participação dos prefeitos é considerada especialmente importante pelas cúpulas partidárias nesta reta final as eleições. As administrações municipais ganharam peso na estratégia eleitoral do centrão, sobretudo pela relação construída entre prefeitos e parlamentares por meio da destinação de emendas.
PP também deve anunciar apoio a Flávio
Em 19 de setembro, dirigentes do centrão já discutiam aderir ao candidato do PL no segundo turno. PP e União, por exemplo, estavam entre as legendas mais inclinadas em apoiar o Zero Um.
O acordo com os dois partidos também envolve a eleição para a presidência do Senado em 2027. Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, pretende permanecer no cargo. O União trabalha para preservar o comando do político amapaense, enquanto setores do PL querem que a próxima presidência do Senado fique com um nome alinhado às pautas do partido.
Uma reunião da União-PP com a bancada eleita está prevista para 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno. Assim como o União, o PP deve anunciar o apoio a Flávio. Se nenhum candidato obtiver maioria absoluta dos votos válidos, o segundo está marcado para 25 de outubro.
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