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Usaid financiava programas com trabalhadores trans no Nepal

A Usaid financiava no Nepal iniciativas de prevenção ao HIV e apoio à comunidade LGBTQIA+ que empregavam centenas de profissionais, entre eles transgêneros.

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) financiava programas de prevenção ao HIV e de atendimento à comunidade LGBTQIA+ no Nepal que empregavam centenas de pessoas, incluindo trabalhadores transgêneros. 

Depois de o governo do presidente Donald Trump suspender e posteriormente desmantelar a agência - que teria como uma das finalidades o ativismo político -, funcionários perderam seus empregos e parte deles passou a trabalhar como profissionais do sexo para se manter economicamente.

Usaid: o que diz o governo Trump 

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a administração Trump reformulou os programas de assistência para priorizar eficiência, eficácia e parcerias. O governo também sustenta que o país continua sendo o maior financiador mundial de assistência humanitária e de saúde.

Segundo reportagem da agência Associated Press, aproximadamente 35 mil trabalhadores perderam seus empregos no Nepal. Em uma organização que atuava na região de Hetauda, 262 dos 350 funcionários ficaram desempregados com o fim do financiamento.

https://twitter.com/AP/status/2080209939889291670?s=20

A entidade mantinha 20 clínicas no país, distribuía medicamentos antirretrovirais e PrEP, além de oferecer testes de HIV, preservativos, lubrificantes e aconselhamento. O encerramento das atividades deixou mais de 1.200 pessoas sem acesso à PrEP.

Leia também: “A Usaid e os ativistas de aluguel”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 256 da Revista Oeste

De acordo com a reportagem, entre 35% e 45% dos ex-funcionários da organização passaram a trabalhar como profissionais do sexo. A justificativa apresentada é a dificuldade de pessoas transgênero encontrarem empregos formais no Nepal em razão da discriminação.

A reportagem da AP provocou reação de críticos da Usaid, que questionaram o uso de dinheiro dos pagadores de impostos americanos para financiar programas que empregavam trabalhadores transgêneros no exterior. Para os críticos, o caso reforça os argumentos favoráveis à decisão de Trump de revisar e reduzir a ajuda externa dos Estados Unidos.

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