‘Várzea’, ‘golpe’, ‘ditadura da toga’: como oposição reagiu à decisão de Dino
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com forte indignação à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de reconduzir o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ao cargo. Na terça-feira 8, Mendonça determinou o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada – a decisão foi referendad
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com forte indignação à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de reconduzir o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ao cargo.
Na terça-feira 8, Mendonça determinou o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada – a decisão foi referendada pela maioria da 2ª Turma da Corte. Nesta quarta-feira, 9, em mais um capítulo da crise, Dino reverteu a ordem de Mendonça e reconduziu Andrei ao comando da PF.
Em mensagem publicada na rede social X, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, afirmou que “o Brasil está sem presidente” e “virou várzea”. “Ministro Fachin tem que resolver isso, imediatamente, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro”, escreveu o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Também no X, o senador Carlos Viana (PSD-MG) fez um apelo para que os senadores marquem presença no Congresso Nacional e defendeu o impeachment de ministros da Suprema Corte.
“Até quando o Senado vai assistir a essa crise pela televisão? Ontem protocolei medidas para investigação criminal, preservação das provas e avaliação da prisão preventiva de Andrei, presentes os requisitos legais”, afirmou Viana. “Cadê os senadores? Cadê a sessão? Cadê o presidente do Senado?”, questionou. “Davi [Alcolumbre] precisa ser afastado imediatamente, se não abrir a sessão para o impeachment.”
O senador Sergio Moro, candidato do PL ao governo do Paraná, também usou as redes sociais para criticar a decisão de Dino. Segundo o ex-juiz da Lava Jato, o ministro “atropela” o colega André Mendonça e afronta “a maioria já formada na 2ª Turma” pelo afastamento de Andrei, “além das regras de competência e processuais”.
“E isso quando a decisão do ministro Mendonça foi motivada na grave suspeita da utilização ilegal da PF para construção de relatórios de inteligência contra a investigação do Banco Master”, escreveu Moro.
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O deputado federal Marcel van Hattem, candidato do partido Novo ao Senado pelo Rio Grande do Sul, classificou a decisão de Flávio Dino como um “golpe”. “Mais um golpe sendo dado por um ministro do STF. Não pode um chefe da PF fazer uma perseguição política, um relatório de inteligência apócrifo contra um magistrado”, disse em vídeo.
O também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), candidato à reeleição, ironizou a decisão de Dino. “Com Moraes enfraquecido, teve de apelar para o amigo comunista pra fazer essa lambança. Que várzea”, escreveu em sua conta no X.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, também se manifestou por meio das redes sociais e criticou “o Brasil dos intocáveis”.
“Andrei volta ao cargo um dia depois de ser afastado por indícios mais que suficientes de envolvimento com Vorcaro. Nós, do Partido Novo, pedimos a prisão desse sujeito e não iremos recuar”, afirmou Zema.
Também candidato ao Planalto, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) falou em “ditadura” do Judiciário no país.
“Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!”, escreveu.
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