Venezuela reconhece morte de preso político quase 1 ano depois do óbito
O governo venezuelano reconheceu, nesta quinta-feira, 7, a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas. O comunicado oficial foi divulgado quase um ano depois de a família denunciar o desaparecimento forçado do opositor. O Ministério de Serviços Penitenciários informou, em comunicado, que Navas morreu em 24 de julho de 2025, em decorrência de um insuficiência respiratória, depois de uma t
O governo venezuelano reconheceu, nesta quinta-feira, 7, a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas. O comunicado oficial foi divulgado quase um ano depois de a família denunciar o desaparecimento forçado do opositor.
O Ministério de Serviços Penitenciários informou, em comunicado, que Navas morreu em 24 de julho de 2025, em decorrência de um insuficiência respiratória, depois de uma transferência para um hospital militar em Caracas. Segundo o texto, ele apresentou hemorragia digestiva e síndrome febril aguda.
Durante todo o período de detenção, a mãe do comerciante, Carmen Navas, de 81 anos, afirmou ter buscado informações sobre o filho sem sucesso. Ela não recebeu informações sobre o paradeiro nem conseguiu visitas.
Quem era Víctor Hugo Quero Navas
Navas tinha 51 anos e trabalhava como comerciante. O regime de Nicolás Maduro o prendeu em 3 de janeiro de 2025 sob acusação de terrorismo. Segundo a defesa, a atual governante do país, Delcy Rodríguez, não incluiu o comerciante no benefício da anistia voltada à libertação de presos políticos.
Nas redes sociais, há vídeos da mãe de Navas perguntando a libertados se tinham notícias do filho. Na ocasião, ela exigia do regime uma prova de vida.
O que diz o governo da Venezuela
Nesta quinta-feira, autoridades levaram Carmen Navas ao Cemitério Parque Memorial Jardim La Puerta, em Caracas, onde o governo afirma que enterraram o corpo.
No local indicado pelo regime como sepultura, há apenas pedras e uma placa metálica enferrujada com o nome de Navas ao lado do de outra pessoa.
O Ministério Público da Venezuela abriu investigação criminal sobre o caso e determinou a exumação imediata do corpo.
Organizações de direitos humanos denunciam há meses casos de desaparecimento forçado no país. Elas apontam a falta de informações oficiais e a dificuldade de acesso a presos detidos por órgãos de segurança.
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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias


