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Viana pede prisão preventiva de Andrei Rodrigues 

O senador Carlos Viana (PSD-MG) pediu a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento do delegado do comando da corporação. + PF monitorou Mendonça e analisou relação com AGU por mais de 1 mês Viana protocolou a representação para pedir “apuração criminal imediata

O senador Carlos Viana (PSD-MG) pediu a prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento do delegado do comando da corporação.

+ PF monitorou Mendonça e analisou relação com AGU por mais de 1 mês

Viana protocolou a representação para pedir “apuração criminal imediata e prisão preventiva, presentes os requisitos legais”. A ofensiva ocorreu nesta terça-feira, 8, depois de Mendonça afirmar ter identificado um “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela estrutura de inteligência da PF sobre sua atuação. 

“Quero saber quem deu a ordem, quem executou, quem recebeu os relatórios e para que foram utilizados”, afirmou Viana.

https://twitter.com/carlosaviana/status/2097326702254830077

O senador sustentou que o afastamento determinado pelo Supremo não seria suficiente para esclarecer a cadeia de responsabilidades pela produção e circulação dos documentos.

“Se a estrutura de inteligência da Polícia Federal foi usada ilegalmente, afastamento não encerra o caso. É preciso chegar aos responsáveis”, disse. “Ninguém está acima da lei. Nem quem tem o poder de investigar.”

Mendonça afasta Andrei Rodrigues

O ministro do STF e relator do caso Master, André Mendonça | Foto: Andressa Anholete/STF

Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro também ordenou à Corregedoria da corporação a abertura de procedimentos de natureza criminal e administrativo-disciplinar para investigar a produção dos relatórios. 

A decisão cita seis relatórios de inteligência produzidos entre 3 e 31 de agosto. Segundo Mendonça, os documentos acompanharam sua atuação no Supremo e buscaram estabelecer relações entre ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro classificou o episódio como um monitoramento ilegal e afirmou que a coleta extrapolou as atribuições legítimas de inteligência da PF.

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O material ganhou dimensão na crise do caso Banco Master depois de Alexandre de Moraes utilizar um relatório da PF para pedir a abertura de investigação contra Mendonça.

Ao afastar a cúpula da PF, Mendonça apontou, entre outros fundamentos, risco de interferência nas apurações sobre a própria produção e circulação desses documentos.

O afastamento foi submetido à Segunda Turma do STF. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam Mendonça, formando maioria pela manutenção da medida. O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, pediu vista e interrompeu o julgamento. O pedido não suspende, por enquanto, os efeitos da decisão que retirou Andrei do cargo. 

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