‘Vou até o fim’: Flávio aceita desafio de Lula sobre sigilos
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aceitou o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de abrir os sigilos bancário e telefônico. Durante um ato de campanha em Guarulhos (SP), nesta quarta-feira, 21, o parlamentar afirmou que pretende levar a iniciativa até o fim e cobrou que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, também divulgue seus registros. “Só que eu não só vou aceita
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aceitou o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de abrir os sigilos bancário e telefônico. Durante um ato de campanha em Guarulhos (SP), nesta quarta-feira, 21, o parlamentar afirmou que pretende levar a iniciativa até o fim e cobrou que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, também divulgue seus registros.
“Só que eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até às últimas consequências", declarou Flávio. "Agora, segura aí, marginal.”
O evento ocorreu no Espaço Inter e reuniu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), André do Prado (PL), Lucas Pavanato (PL), Guilherme Derrite (PL), e o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL). O encontro foi o último ato de campanha no Estado de São Paulo antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25.
Flávio cobra transparência da família Lula
Durante o discurso, Flávio afirmou que Lula não usa celular e que Marcola recebe as ligações destinadas ao presidente. O senador também declarou que mantém seu patrimônio regularizado perante a Justiça Eleitoral e a Receita Federal.
“Porque o meu patrimônio foi construído com muito suor, muito trabalho”, disse. “Desde os 18 anos eu trabalho. Com muito esforço, suor e meu trabalho, diferente dos filhos dele, pessoal”.
Leia também: "Futura: Flávio tem 48,9% das intenções de voto, contra 46,8% de Lula"
O senador voltou a mencionar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e questionou a evolução dos negócios do empresário. Segundo Flávio, Lulinha começou a carreira como vigia de zoológico e, posteriormente, se tornou sócio de uma empresa com contratos de R$ 132 milhões com o governo federal.
“Lula, não me confunda com seu filho”, afirmou. “Eu sou filho do Bolsonaro. Eu não sou um ladrão igual ao seu filho.”
Flávio também condicionou a abertura de seus dados à divulgação de informações sobre familiares do presidente e entidades ligadas a ele.
“Então, Lula, eu vou até o fim, Lula. Para eu abrir minhas contas, você tem que abrir as contas da sua família, do Instituto Lula, que o Marcola falou que deu 30 milhões por fora para fazer o seu filme”, declarou.
O senador também cobrou esclarecimentos sobre supostas estruturas financeiras no exterior ligadas a Lulinha. Em seguida, questionou se Lula divulgaria informações protegidas por sigilo relacionadas ao cartão corporativo e às visitas ao Palácio da Alvorada. Flávio mencionou ainda a primeira-dama Janja ao cobrar a divulgação dos registros.
Durante o ato, o parlamentar retomou uma crítica feita por Lula aos cariocas, a quem o presidente chamou de “malandros” no primeiro debate do segundo turno, realizado pela Band.
Marcola e as conversas sobre o Banco Master
Marcola chefiou o gabinete de Lula durante boa parte do atual mandato e deixou o cargo em 21 de julho deste ano. A justificativa oficial foi a participação na campanha à reeleição do presidente. Segundo a CNN, porém, a saída ocorreu em meio à descoberta de pagamentos feitos a ele pela lobista Roberta Luchsinger, que mantém relações com Lulinha.
Flávio associou o ex-assessor à atuação do filho do presidente com o governo federal. “O Lula tem o Marcola do lado dele”, afirmou. “É esse Marcola que abria as portas para o Lulinha, filho dele, fazer negócios com todos os ministérios.”
O senador então cobrou que Marcola também abrisse seus registros telefônicos. “Então eu abro meu sigilo de telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, questionou.
O nome do ex-chefe de gabinete também apareceu em conversas sobre o Banco Master. Em julho de 2025, Marcola discutiu a situação da instituição financeira com Walfrido Warde, ex-advogado de Daniel Vorcaro, em um grupo de WhatsApp chamado “Amigos”.
Leia também: "A força de um sobrenome", artigo de Yasmin Alencar, publicado na Edição 344 da Revista Oeste
Naquele período, estavam em andamento tratativas para a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Durante a conversa, Warde pediu que Marcola informasse Lula de que o Banco Central estaria dificultando a operação. Marcola respondeu que levaria o recado ao presidente.
Senador cita sítio de Atibaia
Flávio também acusou Lula de manter patrimônio em nome de terceiros e mencionou o sítio de Atibaia (SP). “Vocês vão lembrar: o sítio de Atibaia é de quem? É do Lula”, declarou. Em seguida, afirmou que o imóvel estava em nome de Fernando Bittar.
+ Entenda mais de Política em Oeste
O post ‘Vou até o fim’: Flávio aceita desafio de Lula sobre sigilos apareceu primeiro em Revista Oeste.



