Zema defende privatização da Petrobras e do Banco do Brasil
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em outubro. Durante discurso em São Paulo, ele disse que os recursos obtidos serão destinados a investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias e portos.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou, neste sábado, 18, que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em outubro. Durante discurso no encontro nacional do partido, em São Paulo, ele disse que os recursos obtidos com as privatizações serão destinados a investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias e portos.
Segundo o presidenciável, a medida integra a terceira missão de um eventual governo, voltada para "virar a chave do crescimento e da prosperidade". "Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil", enfatizou Zema. "E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo país inteiro."
O ex-governador mineiro defendeu corte de gastos públicos, redução da dívida e queda dos juros. "Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado", criticou. "Nenhuma nação chegou ao primeiro mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho."
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Na primeira parte do discurso, Zema voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula", afirmou diversas vezes, ao acusar o Executivo federal de permitir o avanço das facções criminosas, gastar recursos "para se manter no poder" e manter políticas de cotas e "doutrinação progressista" nas escolas.
Zema defende impeachment de Moraes
O pré-candidato do Novo à Presidência também direcionou críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Zema afirmou que o país "não aguenta mais quatro anos" da dupla na Corte.
Na mesma linha do que defende o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, o político do Novo pregou: "Vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes".
Ao defender sua gestão em Minas Gerais, Zema afirmou que recebeu do PT um Estado "arruinado". Nesse sentido, disse que sua administração colocou as contas públicas em equilíbrio, atraiu R$ 500 bilhões em investimentos privados e gerou mais de 1 milhão de empregos.
O presidenciável do Novo também prometeu mudanças no Judiciário e no sistema político, caso seja eleito. Segundo ele, pretende acabar com os supersalários, o foro privilegiado e as decisões monocráticas no STF, além de proibir que parentes de ministros atuem como advogados perante as respectivas Cortes.
"Vamos passar uma faca nas mordomias, nos supersalários e nos privilégios. Nós vamos acabar com as decisões monocráticas", afirmou o ex-governador de Minas Gerais. "Vamos proibir parentes de ministros de advogar nos mesmos tribunais. Vamos acabar com o foro privilegiado", declarou.
Durante a fala, Zema voltou a criticar o decano do STF. "Gilmar Mendes, não adianta você me processar", afirmou. "Você não vai me calar."
Ao defender sua experiência administrativa, o ex-governador afirmou que pretende repetir no Brasil medidas adotadas em Minas Gerais. Também ironizou a dificuldade do PT para encontrar um candidato ao governo mineiro em 2026, dizendo que Lula passou "os últimos seis meses" procurando um nome e "só tomou porta na cara", até que o ex-ministro Patrus Ananias aceitou disputar o cargo.
Revista Oeste, com informações da Agência Estado
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