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Zema diz que vai manter série enquanto houver ‘intocáveis’ no Brasil

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) disse que não vai parar de publicar a série "Os Intocáveis", um conjunto de peças divulgadas em suas redes sociais para criticar autoridades públicas, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e personagens ligados ao caso Banco Master. A declaração do ex-governador de Minas Gerais (MG) foi dada em entrevista exclusiva a Oeste, na últi

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) disse que não vai parar de publicar a série "Os Intocáveis", um conjunto de peças divulgadas em suas redes sociais para criticar autoridades públicas, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e personagens ligados ao caso Banco Master. A declaração do ex-governador de Minas Gerais (MG) foi dada em entrevista exclusiva a Oeste, na última quinta-feira, 13, durante o 13º Fórum Caminhos da Liberdade, em São Paulo.

"A série vai continuar enquanto tivermos intocáveis no Brasil", confirmou Zema. "Concorda que eles próprios produzem material para que essa série continue? Pessoas que se consideram acima da lei, acima de todo o resto do Brasil, pessoas de segunda categoria. A lei que serve para nós não é a mesma para os intocáveis."

O ex-governador mineiro lembrou o caso do contrato de R$ 129 milhões de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o liquidado Master. Segundo Zema, se o episódio tivesse ocorrido em qualquer outro país, o ministro teria sido "condenado e detido".

Zema também comentou a última decisão de Moraes, que autorizou uma investigação contra uma fonte do jornalista maranhense Luís Pablo Almeida. O comunicador publicou uma série de reportagens sobre o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e por familiares no Maranhão.

Zema defendeu a liberdade de imprensa e disse que a atitude do magistrado é "antidemocrática". "É um alerta para todos os meios de comunicação: essa é uma tentativa clara de censura", acrescentou. "Por exemplo, eu respondo por um processo do ministro Gilmar Mendes porque ele se sentiu caluniado pela proximidade que, todos sabem, ele tem com o bandido Daniel Vorcaro."

Zema diz que o problema do Brasil é a soltura de criminosos

Já neste domingo, 16, Zema colocou a segurança pública no centro do primeiro discurso de campanha. Em Montes Claros (MG), o presidenciável criticou a impunidade e afirmou que o principal problema do Brasil é a soltura de criminosos.

"O problema do Brasil é que bandido fica solto", afirmou Zema. "A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta."

O candidato disse desejar que os brasileiros possam se sentir seguros nas ruas. O político relatou já ter sido assaltado três vezes. "Quero o brasileiro se sentindo seguro, podendo andar com o celular na rua", disse.

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Zema afirmou ainda que pretende endurecer o combate à criminalidade e manter na prisão autores de crimes graves. “Mas vamos mudar isso”, declarou. “Vamos colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem.”

Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a construção de um superpresídio na região Norte do país destinado a líderes de facções criminosas.

Gestão de Zema em Minas Gerais

Durante o discurso, Zema também apresentou sua trajetória e a administração de Minas Gerais como uma das principais credenciais para disputar a Presidência. Ao falar sobre suas origens, relembrou a chegada de sua família italiana ao Brasil. Segundo o candidato, o país deixou de ser um destino desejado, inclusive pelos próprios brasileiros.

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“Quero um Brasil onde nossos filhos não precisem mudar para os Estados Unidos ou para a Europa”, afirmou Zema. “Quero o brasileiro com esperança, pensando que o Brasil é a terra do futuro.”

O candidato afirmou que sua administração em Minas Gerais fez com que brasileiros de outras regiões tivessem interesse em se mudar para o Estado. “Aqui temos prosperidade”, afirmou o ex-governador. “O que fiz aqui vou fazer com o Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção, com gente competente.”

O candidato acrescentou: “Já mostramos que o Brasil não é um país fracassado. É um país roubado.” Para Zema, a eleição de 2026 é a mais importante da história. “Em 4 de outubro, vamos decidir se quem vai continuar à frente do Brasil são as pessoas que estão aí”, afirmou. “Vamos definir o futuro das próximas gerações.”

O acesso à entrevista completa com Romeu Zema é exclusivo aos integrantes do Clube de Membros do YouTube da Revista Oeste.

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