Zuckerberg defende IA acessível a todos e critica concentração de poder
Em manifesto divulgado nesta segunda-feira, 10, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, defendeu a distribuição da superinteligência artificial para todos e criticou a centralização de poder nas mãos de poucas empresas ou governos. Ele afirmou que a ideia de que a IA apresenta riscos tão grandes que o único caminho seguro seria uma concentração extrema de poder parece inerentemente problemática.
Mark Zuckerberg publicou um manifesto nesta segunda-feira, 10, no qual defende a distribuição da superinteligência artificial para todos e critica a concentração de poder nas mãos de poucas empresas ou governos. O CEO da Meta afirma que a ideia de que a IA oferece riscos tão grandes que "o único caminho seguro é uma concentração extrema de poder parece inerentemente problemática".
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"Historicamente, esperar que um poder absoluto beneficie a humanidade de forma benevolente, mesmo quando demonstra esclarecimento, nunca gerou resultados seguros ou positivos", escreveu Zuckerberg. Segundo o executivo, a pergunta central da era atual busca definir quais grupos acessarão a superinteligência e quem direcionará os seus rumos.
O manifesto responde ao debate sobre o futuro da inteligência artificial. O texto propõe uma filosofia estruturada em três pilares centrais:
- Equilíbrio de poder: Serve de fundamento indispensável para garantir a segurança.
- Empoderamento individual: Atua como a principal fonte de prosperidade humana.
- Invenção: Representa o propósito central para o avanço da superinteligência.
Manifesto de Zuckerberg sobre IA: "invenção, não automação"
Zuckerberg afirma que a superinteligência trará sua maior contribuição por meio da invenção, e não da automação. "Embora uma pessoa faça um número limitado de perguntas por dia, a superinteligência pode inventar infinitas soluções valiosas para ajudá-la a atingir seus objetivos", escreveu.
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Ele prevê que todos terão agentes pessoais capazes de entender suas metas, melhorar relacionamentos, saúde, carreira e finanças. "Seu agente trabalhará 24 horas por dia, 7 dias por semana, em seu nome", afirmou.
"Não entendo por que alguém que acredita que a IA eliminará a maioria dos empregos e grande parte da relevância da humanidade teria pressa em construir esse futuro", disse.
Meta se compromete com código aberto
Zuckerberg defendeu o código aberto como uma "força positiva e importante para empoderar as pessoas e evitar a centralização" prejudicial à segurança e à economia. A Meta, segundo ele, continuará a apoiar fortemente modelos de IA de código aberto.
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O CEO também anunciou que a Meta implementará uma estrutura de governança que concede ao conselho de administração independente o poder de aprovar os critérios de segurança para o lançamento de modelos. "Não acredito que atenda ao meu interesse, da Meta ou do mundo que eu ou qualquer outra pessoa assuma o papel de único tomador de decisões sobre como a Meta implanta a superinteligência", afirmou.
O manifesto de Zuckerberg ocorre em um momento de disputa acirrada no setor de IA. A Meta compete com OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de modelos avançados. Recentemente, a empresa anunciou a criação do Meta Superintelligence Labs, focado em pesquisa e desenvolvimento de IA.
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Zuckerberg também abordou riscos como deslocamento de empregos, segurança cibernética e bio risco, além da necessidade de evitar que a superinteligência escape do controle humano. "O segredo para um futuro positivo para todos é alcançar um equilíbrio de poder que favoreça os indivíduos. A solução é garantir que a superinteligência seja amplamente distribuída para empoderar as pessoas", concluiu.
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