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7 de setembro: atos pelo Brasil reforçam pressão sobre Lula e Moraes

As manifestações desta segunda-feira, 7, ganharam um impulso com as revelações e desdobramentos do caso Master. As principais lideranças da oposição têm a expectativa de que o movimento seja o maior destes últimos três anos, que já contaram com atos de grande repercussão. + Leia mais notícias de Política em Oeste O cenário ganhou novos elementos depois de o ministro André Mendonça, relator

As manifestações desta segunda-feira, 7, ganharam um impulso com as revelações e desdobramentos do caso Master. As principais lideranças da oposição têm a expectativa de que o movimento seja o maior destes últimos três anos, que já contaram com atos de grande repercussão.

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O cenário ganhou novos elementos depois de o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da investigação que revelou mensagens que teriam sido trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

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Em São Paulo, o ato terá início às 15 horas. Desde as primeiras horas da manhã, a concentração no local deverá se iniciar, marcada por frases como “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. O ato em São Paulo contará com as presenças do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de Michelle Bolsonaro (PL-DF); do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP).

Entre parlamentares, comparecerão Nikolas Ferreira (PL-MG); Magno Malta (PL-ES); Bia Kicis (PL-DF); Gustavo Gayer (PL-GO); Guilherme Derrite (PL-SP); Silas Malafaia; Carlos Jordy (PL-RJ); Julia Zanatta (PL-SC); Rogério Marinho (PL-RN); Marco Feliciano (PL-SP); André do Prado (PL-SP); Sargento Fahur (PL-PR); Sóstenes Cavalcante (PL-RJ); Paulo Bilynskyj (PL-SP); Tomé Abduch (Republicanos-RJ); Renato Bolsonaro (PL); Mauricio Marcon (Podemos-RS); Lucas Pavanato (PL-SP); Carlos Portinho (PL-RJ); Paulo Mansur (PL-SP); Sargento Gonçalves (PL-RN); Eduarda Campopiano (PL); e Gil Diniz (PL-SP).

Haverá atos também em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Joinville, Porto Alegre, Recife, Vila Velha, Fortaleza, Aracaju, Salvador, João Pessoa, Natal e Maceió.

As conversas suspeitas de Vorcaro levaram lideranças da direita a utilizar a escalada da crise no STF para reforçar as convocações das redes sociais. Nas gravações reveladas, o ex-dono do Master pergunta a Moraes sobre o avanço das investigações, com o questionamento sobre se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em novembro de 2025.

O coordenador da campanha de Flávio à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN) ressalta que o momento é delicado, em função da proximidade das eleições, que ocorrerão no próximo dia 6. Flávio, nas pesquisas, tem diminuído a diferença em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na última pesquisa Vox Brasil, divulgada em 29 de agosto, por exemplo, Flávio aparece na frente de Lula em um eventual segundo turno, com 45,1% contra 44,5%. Na pesquisa do PoderData/Aya, na quinta-feira 3, Flávio tinha 45% contra 44% de Lula em um possível segundo turno. Marinho tem repetido que, segundo ele, há um risco de retrocesso político se a população não ficar atenta.

"O alerta é grave", declarou Marinho nas redes sociais. "Com Flávio Bolsonaro à frente de Lula, estamos vendo ameaças, pressões e movimentos para interferir na vontade popular. O povo precisa reagir nas ruas, pacificamente. Eleição se vence no voto, não no tapetão."

A pauta pelo impeachment de Moraes, que já era uma bandeira, ganhou novo ímpeto. A campanha de Flávio, tem divulgado mensagens conclamando a população a participar das manifestações pelo país.

Manifestações da oposição em 7 de setembro

As atitudes recentes do Judiciário, cercadas de acusações de abusos de poder, são vistas, pela oposição ao governo federal, como o mote para uma resposta direta aos últimos acontecimentos em Brasília, por meio de uma maciça pressão popular nas ruas de todo o país.

Leia mais: "Ato de 7 de setembro na Paulista reúne Flávio, Michelle e Tarcísio"

A manifestação retoma uma pauta permanente em atos da direita na avenida Paulista. O protesto de 7 de Setembro na Paulista ocorreu dias depois de Moraes determinar o bloqueio da rede social X. Em 2025, manifestantes voltaram a pedir a saída do ministro durante um ato realizado no mesmo local.

Outro protesto marcante foi o de março último, em função da revelação da venda de parte do resort da família do ministro Dias Toffoli, dp STF, a fundo administrado pela Reag Investimentos, que mantinha relações com o Banco Master. Desde o início do governo Lula, pelo menos quatro atos de grande porte foram realizados: o de 15 de novembro de 2023, além destes de 2024, 2025 e do início de 2026.

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