A era da luz prometida pelo lulopetismo
"Tirando os massacres, as mortes e as fomes pelas quais o comunismo foi responsável, a pior coisa do sistema era a mentira oficial, isto é, a mentira de que todos eram obrigados a participar [...] Cheguei à conclusão de que o objetivo da propaganda nos países comunistas não era persuadir, e muito menos informar, mas humilhar e emascular" – escreve Theodore Dalrymple em Viagens aos Confins do Com
"Tirando os massacres, as mortes e as fomes pelas quais o comunismo foi responsável, a pior coisa do sistema era a mentira oficial, isto é, a mentira de que todos eram obrigados a participar [...] Cheguei à conclusão de que o objetivo da propaganda nos países comunistas não era persuadir, e muito menos informar, mas humilhar e emascular" – escreve Theodore Dalrymple em Viagens aos Confins do Comunismo.
Referindo-se particularmente à ditadura de Nicolae Ceaușescu, na Romênia, Dalrymple menciona a perversa desfaçatez do regime em autoproclamar-se parteiro de uma “era da luz” no instante mesmo em que, graças ao colapso econômico, a luz era racionada no país. Não bastava empobrecer o romeno; era preciso, ainda, obrigá-lo a aplaudir de pé o próprio apagão travestido de aurora socialista.
Pois o Brasil de 2026 acaba de ganhar sua própria efeméride socialista. O Descondenado-em-chefe sancionou duas leis: uma altera a LDB para tornar obrigatória, na educação básica, a “educação política” (leia-se doutrinação pró-PT); outra institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, a ser celebrada todo mês de maio com direito a campanhas de – contenham o riso – “combate à corrupção” em escolas, órgãos públicos e emissoras de TV.
Sim, quem conduzirá a campanha contra a corrupção será o PT – a sigla do Mensalão, do Petrolão, dos apartamentos no Guarujá, dos aditamentos milionários da Odebrecht, do Aposentão (o saque bilionário aos aposentados do INSS), etc. É como se a Venezuela de Nicolás Maduro tivesse decretado, diante de sua população famélica, uma “Semana Nacional da Nutrição”. O cinismo é idêntico: não se trata de ensinar ética aos jovens, mas de expropriar a própria palavra, esvaziá-la de sentido e recolocá-la, feito troféu, na vitrine de quem nem sabe o seu real significado.
Dalrymple tinha razão: o objetivo dessa propaganda nunca foi informar. É humilhar o cidadão que ainda se lembra do que aconteceu, obrigando-o a repetir, em sala de aula, a fábula oficial de que os arquitetos do saque são também os professores da virtude. Bem-vindos à era de luz prometida pelo lulopetismo.
Leia também: "Lula quebrou o Brasil", reportagem publicada na Edição 332 da Revista Oeste
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