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ANPD investiga vazamento de dados de 500 mil pacientes após ataque cibernético

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu investigação contra o Instituto Saúde e Cidadania (Isac) para apurar possíveis falhas na proteção de informações pessoais de cerca de 500 mil pacientes. O procedimento, divulgado nesta quarta-feira, 8, decorre de um vazamento ocorrido após um ataque cibernético em 2025.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu uma investigação contra o Instituto Saúde e Cidadania (Isac) para apurar se houve falhas na proteção de informações pessoais de cerca de 500 mil pacientes. O procedimento administrativo, divulgado nesta quarta-feira, 8, envolve um vazamento ocorrido depois de um ataque cibernético em 2025.

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O episódio, segundo o jornal O Globo, foi provocado por um ransomware, modalidade de crime digital em que invasores impedem o acesso a sistemas ou arquivos e podem comprometer dados armazenados. Entre as informações afetadas estavam registros de 78.772 crianças e adolescentes e de 47.921 idosos.

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A apuração da ANPD busca esclarecer a extensão do incidente e as medidas adotadas pelo instituto, responsável pela administração de unidades públicas de saúde em Goiás, Rio Grande do Sul, Bahia, Alagoas, Piauí e Tocantins.

A ANPD atua como uma autarquia de natureza especial do governo federal. Isto significa que ela tem maior autonomia para atuar. A entidade é responsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em todo o território nacional

Instituto se defende em relação a ataque cibernético

Segundo a agência, os dados expostos pelo Isac incluíam informações cadastrais, como nomes e datas de nascimento, além de dados pessoais sensíveis relacionados à saúde, entre eles prontuários, exames, prescrições, diagnósticos, internações, atendimentos ambulatoriais e procedimentos realizados.

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O Isac comunicou o incidente à ANPD e afirmou que não teria ocorrido "risco ou dano relevante" aos titulares das informações. A organização alegou que os invasores teriam acessado apenas dados administrativos e bancos referentes a contratos encerrados. Segundo o jornal, a versão apresentada pelo instituto, porém, não foi confirmada pela agência durante a análise do caso.

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