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Cade aprova compra da Warner pela Paramount por US$ 110 bilhões

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, nesta quarta-feira (8), a aquisição da Warner pela Paramount, em operação avaliada em US$ 110 bilhões.

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, nesta quarta-feira, 8, a aquisição da Warner pela Paramount. A operação está avaliada em US$ 110 bilhões.

A área técnica concluiu que a concorrência remanescente afasta preocupações concorrenciais. O Cade aprovará a operação em definitivo se nenhum conselheiro solicitar nova análise pelo Tribunal do órgão em 15 dias.

Os técnicos afirmaram que a empresa resultante enfrentará a pressão competitiva de rivais como Disney, Sony, Paris Filmes e distribuidoras independentes. Segundo a Superintendência-Geral, o mercado de distribuição cinematográfica possui forte rivalidade em cada ciclo de lançamentos por direitos de exibição, datas de estreia, marketing e salas de cinema.

Fusão da Warner e Paramount: impacto no streaming

O parecer do superintendente-geral Felipe Roquete afirma que a operação concentra atividades em distribuição de filmes, produção, licenciamento e conteúdo audiovisual. O documento cita ainda os setores de streaming, publicidade, merchandising e videogames.

No streaming, porém, a participação conjunta de Paramount+ e HBO Max fica abaixo de 20%, patamar inferior ao indicativo de posição dominante. Netflix lidera o segmento, seguida por Disney+, Globoplay, Amazon, Apple e Claro.

Leia também: "Justiça dos EUA aprova fusão entre Paramount e Warner"

Se o Cade aprovar a fusão em definitivo, a nova empresa reunirá os direitos de transmissão da Copa Libertadores, da Copa Sul-Americana, da Champions League e do Campeonato Paulista no Brasil. Além disso, a análise identificou integrações verticais com a rede de cinemas UCI, do grupo Paramount Skydance, mas descartou riscos de abuso de poder de mercado.

O relatório considerou a digitalização e a convergência entre cinema, TV e streaming, e indicou que essa abordagem servirá de referência para futuras operações no setor.

Por fim, a Superintendência-Geral rejeitou o pedido da Feneec e da Abraplex para ingressar no processo como terceiras interessadas. As entidades alegaram que a fusão ampliaria o poder de barganha da nova companhia e permitiria a venda casada de filmes. O órgão, no entanto, rejeitou o pedido por falta de elementos suficientes.

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