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Câmara aprova indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 2, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Foram 404 votos favoráveis e 61 contrários. Com a decisão, o Congresso concluiu a aprovação do nome do ex-presidente do Senado para a vaga aberta por Bruno Dantas.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 2, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Com 404 votos a favor e 61 contrários, o Congresso concluiu a aprovação do nome do ex-presidente do Senado para ocupar a cadeira deixada por Bruno Dantas.

A votação na Câmara ocorreu um dia depois de o Senado aprovar a indicação por ampla maioria. Em votação secreta na noite desta terça-feira, 1º, Pacheco recebeu 63 votos favoráveis e 4 contrários.

+ Senado aprova nome de Pacheco para o TCU

Bruno Dantas renunciou ao cargo no Tribunal de Contas da União para se dedicar a projetos profissionais e acadêmicos| Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O parlamentar foi indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), depois de Dantas decidir antecipar sua saída do TCU. A escolha foi formalizada no PDL 995/2026 e recebeu apoio de senadores tanto da base governista quanto da oposição.

A indicação na Casa Alta reuniu apoio de parlamentares da base governista e da oposição. Entre os signatários estão os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Camilo Santana (PT-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Cid Gomes (PSB-CE) e Omar Aziz (PSD-AM).

Indicação de Alcolumbre

Rodrigo Pacheco abraça o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, depois te ser seu nome aprovada para a vaga do TCU pelos senadores | Foto: Ton Molina/Agência Senado

A escolha de Pacheco para o tribunal foi articulada diretamente por Alcolumbre. Os dois mantêm uma relação política próxima no Senado, e o atual presidente da Casa já havia defendido o nome do mineiro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pacheco chegou a ser cotado para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, optou por indicar o então advogado-geral da União, Jorge Messias. O nome enfrentou forte resistência de Alcolumbre e acabou rejeitado pelo Senado em uma votação histórica.

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Jorge Messias cumprimentando o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) durante sua sabatina na CCJ do Senado no ano passado | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A vaga no TCU surgiu com a decisão de Dantas de deixar antecipadamente a Corte. O ministro poderia permanecer no tribunal por quase mais três décadas, até atingir a idade de aposentadoria compulsória. Dantas integrava o TCU desde 2014 e presidiu o órgão no biênio 2023-2024.

A cadeira é destinada à escolha do Congresso Nacional. Por isso, diferentemente das indicações feitas pelo presidente da República para o TCU, a escolha de Pacheco passa pelas duas Casas legislativas.

Quem é Rodrigo Pacheco

Advogado especializado em Direito Penal, Rodrigo Pacheco construiu sua carreira inicialmente na advocacia. Foi conselheiro seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), entre 2007 e 2012, e conselheiro federal da entidade entre 2013 e 2015.

Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi presidente do Congresso Nacional e indicou o nome do senador Davi Alcolumbre para assumir a vaga quando deixou o cargo, em 2025 | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Pacheco ingressou na política eleitoral em 2014, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Na Câmara, chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Quatro anos depois, em 2018, foi eleito senador pelo Estado.

A ascensão no Senado foi rápida. Depois de presidir a CCJ, Pacheco chegou ao comando do Senado e do Congresso Nacional em 2021 e permaneceu na Presidência da Casa por dois biênios, até 2025.

Nos últimos anos, o senador se aproximou de Lula e chegou a ser apontado pelo presidente como uma opção para disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Pacheco, porém, recusou a candidatura e sinalizou o encerramento de seu ciclo na política eleitoral.

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