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CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto endurece regras contra integrantes de facções criminosas, amplia a integração entre as forças policiais e permite a criação de polícias municipais. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), também retirou da proposta um trecho a

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 2, o relatório da PEC da Segurança Pública, que endurece regras contra integrantes de facções criminosas, amplia a integração entre as forças policiais e permite a criação de polícias municipais. 

O parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE) também retirou da PEC uma regra aprovada pela Câmara que garantia na Constituição a destinação de parte da arrecadação das bets aos fundos de segurança pública.

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O relator da PEC da Segurança Pública na CCJ do Senado, senador Rogério Carvalho (PT-SE) | Foto: Ton Molina/Agência Senado

A PEC 18/2025 foi apresentada originalmente pelo governo Lula, em abril de 2025, mas passou por uma ampla reformulação na Câmara. O texto aprovado pelos deputados ampliou o alcance da proposta para incluir mudanças na política criminal, na organização policial, no sistema penitenciário e no financiamento da segurança pública.

Na CCJ, Carvalho manteve a maior parte desse desenho. O relatório acolheu integralmente as Emendas 22, 39, 55 e 64, parcialmente as Emendas 58 e 63 e rejeitou as demais.

O que muda na segurança pública

Além das regras contra facções, a PEC promove uma reorganização do sistema. Entre os principais pontos estão:

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Endurecimento contra facções

Um dos principais pontos da PEC permite a adoção de regras mais rigorosas contra organizações criminosas de alta periculosidade, facções, milícias e grupos paramilitares.

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O texto abre caminho para restringir ou impedir benefícios como progressão de regime, liberdade provisória, livramento condicional, remição da pena e saída temporária, além de prever prisão em unidades de segurança máxima. Também autoriza a expropriação, sem indenização, de bens e valores vinculados às atividades criminosas.

A proposta também constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), amplia a integração entre União, Estados e municípios e permite a criação de polícias municipais, de natureza civil, para ações de policiamento ostensivo e comunitário.

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Mudança nas bets

A principal alteração feita no Senado foi a retirada de um dispositivo aprovado pela Câmara que destinava 30% da arrecadação das apostas de quota fixa aos fundos de segurança, depois de determinados descontos.

Carvalho afirmou que a medida havia surgido “de última hora, sem que fosse substancialmente debatida” e criticou a tentativa de dar proteção constitucional às despesas das empresas de apostas.

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“Não é conveniente dar garantia constitucional às despesas de custeio das Bets, principalmente quando a metodologia de cálculo pretendida prejudica a destinação de recursos para áreas sociais, como educação, segurança pública e esportes”, escreveu.

Com a aprovação na CCJ, a PEC segue para o plenário do Senado, onde precisa ser votada em dois turnos. Ainda não há previsão para votação da proposta nesta última semana de esforço concentrado do Legislativo antes das eleições.

Se o relatório final de Rogério Carvalho for aprovado em dois turnos no Senado, ainda precisará retornar para análise na Câmara em decorrência das mudanças realizadas no texto aprovado na Casa Baixa.

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