Demanda chinesa por petróleo provavelmente atingiu pico em 2023
O maior refinador de petróleo da China informou que a demanda por combustíveis despencou no primeiro semestre, em razão dos preços elevados e da maior adoção de veículos elétricos.
A demanda por petróleo na China provavelmente atingiu seu pico no ano passado, antes do que se estimava. É o que aponta Hou Qijun, presidente da Sinopec, estatal chinesa que lidera o refino de óleo cru no país. Anteriormente, a Sinopec havia previsto que o consumo atingiria seu pico em 2027, enquanto o governo projeta que o consumo de petróleo e carvão atinja seu limite durante o atual plano quinquenal, que vai até 2030.
“No próximo ano, mesmo que o conflito entre os EUA e o Irã diminua, as coisas podem se recuperar, mas não atingirão o nível do ano passado”, disse Hou, em uma fala destacada pela Bloomberg. “Portanto, é muito provável que a demanda tenha atingido o pico no ano passado.”
No 1º semestre, a demanda por combustíveis rodoviários despencou à medida que os consumidores se afastaram da disparada de preços causada pela guerra no Oriente Médio e optaram por veículos elétricos, destaca a Bloomberg. O relatório de resultados financeiros da Sinopec mostra que o consumo de gasolina caiu 7,9% e o de diesel, 12%. Os produtos químicos também sofreram impacto, com o consumo de etileno e seus equivalentes caindo 9,9% em relação ao mesmo período de 2025. O consumo de gás fóssil e de querosene de aviação cresceu, mas apenas marginalmente.
A China é o maior importador de petróleo do mundo. Iniciar mais cedo a redução do consumo ajudaria a conter suas emissões, as maiores do planeta, ao mesmo tempo em que poderia obrigar as maiores petrolíferas globais a rever seus planos de expandir a exploração de combustíveis fósseis.
Outro freio à demanda chinesa por petróleo pode vir do arqui-rival Donald Trump. A China tem sido há anos a maior compradora de petróleo do Irã. Desde o início do conflito o país já tem comprado bem menos óleo cru iraniano, informa a Reuters. Agora, a ameaça do “agente laranja” de impor sanções a quem fizer negócios com Teerã pode ser mais um empurrão para a China acelerar a queda do consumo de combustíveis fósseis.
Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/08/25/demanda-chinesa-por-petroleo-provavelmente-atingiu-seu-pico-no-ano-passado/
Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello
