Dino omite dados do Datafolha para defender Moraes
Na tentativa de defender Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino citou um dado do instituto Datafolha. Pelo exemplo externado durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, André Mendonça teria maior grau de rejeição. Dino afirmou que, segundo o Datafolha, o "ministro A", em referência a Moraes, 34% da população brasileira defenderia o seu afastamento da C
Na tentativa de defender Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino citou um dado do instituto Datafolha. Pelo exemplo externado durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, André Mendonça teria maior grau de rejeição.
Dino afirmou que, segundo o Datafolha, o "ministro A", em referência a Moraes, 34% da população brasileira defenderia o seu afastamento da Corte. Já sobre o "ministro B", Dino afirmou que 37% defenderiam o afastamento.
Os dados em questão constam no levantamento que o Datafolha divulgou no último sábado, 12.
+ Entenda como funciona a política brasileira no guia de Oeste
A afirmação de Dino tem a ver com, na visão dele, ministros do STF não terem de votar conforme o clamor público. Ele, entretanto, omitiu alguns dados da pesquisa. E os números mostram que os brasileiros são bem mais críticos a Moraes em comparação a Mendonça.
Os dados sobre Moraes omitidos por Dino
Os dados que Dino omitiu na sessão de hoje do STF indicam 28% dos brasileiros defendendo processo de impeachment contra Moraes. De acordo com o instituto, apenas 12% defendem o mesmo procedimento contra Mendonça.
Logo, a rejeição de Moraes, somando defesa de impeachment e afastamento, chega a 62%. A de Mendonça, no entanto, alcança 49%.
Nos bastidores do poder, Dino é tido como aliado de Moraes. O grupo ainda contaria com Cristiano Zanin e o decano do STF, Gilmar Mendes.
Na sessão desta terça-feira do STF, Dino, Zanin e Gilmar votaram para que o plenário da Corte analise de forma conjunta os casos referentes a Moraes e Mendonça.
A crise do STF
Sobre Mendonça, uma ala do Supremo defende a apuração se houve irregularidades na função dele como relator das ações do Banco Master.
Já sobre Moraes, a questão é se ele deve ou não ser investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Relatório da Polícia Federal (PF) mostra que o ministro e o ex-banqueiro trocaram 52 mensagens, com direito ao empresário perguntar se deveria fugir do país.
Além disso, o material da PF revela o fato de que Moraes editou o contrato do Master com o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci. O valor do negócio foi de R$ 131 milhões.
Inicialmente, a sessão desta terça-feira é para decidir se Moraes deve ou não ser investigado. Agora, no entanto, o plenário discute se esse caso deve ser juntado com a parte referente a Moraes.
Leia também: "A hora de Fachin", reportagem de capa da Edição 339 da Revista Oeste, por Cristyan Costa
E mais: "Lavação de toga suja", por Eugênio Esber
O post Dino omite dados do Datafolha para defender Moraes apareceu primeiro em Revista Oeste.



