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Emendas investigadas pela PF são registradas em nome do Republicanos

As 29 emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal (PF) por supostamente terem sido indicadas de forma irregular pelo ex-deputado Eduardo Cunha foram formalmente registradas como indicações da liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, segundo documentos.

As 29 emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal (PF) por supostamente terem sido indicadas de forma irregular pelo ex-deputado Eduardo Cunha foram formalmente registradas como indicações da liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados, segundo documentos citados pelo Metrópoles.

As propostas foram aprovadas pela Comissão de Saúde ao longo de 2025 e destinam R$ 6,1 milhões a fundos municipais de saúde de Minas Gerais. De acordo com a investigação da PF, Cunha seria o verdadeiro responsável pelas indicações, mesmo sem exercer mandato parlamentar.

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Com base na apuração da PF, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a execução das emendas nesta segunda-feira, 13, e determinou o bloqueio de bens de Cunha em valor equivalente ao montante investigado.

A defesa de Cunha afirmou que "desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas", sustentou que o ex-deputado não "apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas" e informou que vai recorrer da decisão de Dino.

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Como a PF atribui as emendas a Cunha

Registros da Comissão de Saúde mostram que as 29 emendas foram assinadas pela liderança do Republicanos na Câmara, então ocupada pelo deputado federal Gilberto Abramo (MG). O parlamentar não se manifestou até o momento.

Os investigadores afirmam haver "suspeitas evidentes de que diversas emendas parlamentares foram destinadas de maneira forjada, a fim de escamotear o real interessado nas indicações". Segundo o relatório, todas as emendas investigadas foram pagas, consolidando a "efetivação do desvio de finalidade das emendas".

Segundo a investigação, Cunha utilizou uma servidora da Câmara, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, para direcionar recursos conforme seus interesses políticos em Minas Gerais, Estado pelo qual é pré-candidato a deputado federal. A PF considera que conversas encontradas no celular de Tuca demonstram que as emendas eram de autoria de Cunha.

A investigação ainda afirma que "tudo indica que a assessora contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas" em favor do ex-presidente da Câmara. A corporação aponta a possibilidade de prática do crime de peculato.

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