Estadão: brasileiros estão ‘cansados’ de Lula, ‘imbatível na arte de engambelar’
Prestes a disputar pela sétima vez a eleição para a Presidência da República, o petista Luiz Inácio Lula da Silva agora “promete fazer diferente” para convencer os brasileiros a lhe darem um novo mandato – que seria o segundo consecutivo e o quarto à frente do Palácio do Planalto. Mas nada indica que Lula tenha a oferecer algo realmente novo ao país, afirma o jornal O Estado de S. Paulo em edito
Prestes a disputar pela sétima vez a eleição para a Presidência da República, o petista Luiz Inácio Lula da Silva agora “promete fazer diferente” para convencer os brasileiros a lhe darem um novo mandato – que seria o segundo consecutivo e o quarto à frente do Palácio do Planalto. Mas nada indica que Lula tenha a oferecer algo realmente novo ao país, afirma o jornal O Estado de S. Paulo em editorial publicado nesta terça-feira, 4.
Segundo o Estadão, “os eleitores brasileiros estão cansados de saber quem ele é e o que é capaz de fazer quando está no poder”. “Mas Lula é imbatível na arte de engambelar: agora ele promete fazer diferente, ‘fazer o que a gente ainda não fez’”, aponta o jornal.
Na convenção do PT que oficializou sua candidatura, observa o Estadão, “Lula encarnou um super-herói boquirroto disposto a salvar o Brasil de vilões daqui e de fora”.
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“O petista prometeu blindar as terras raras da cobiça estrangeira, jurou que investirá em defesa para que o país jamais seja ‘invadido’ como a Venezuela pelos Estados Unidos e anunciou que brigará com o Congresso para, ora vejam, retomar o controle do Orçamento e pôr fim à ‘promiscuidade’ do Fundo Partidário. Para ficar perfeito na personagem, só faltou Lula vestir uma esvoaçante capa vermelha com a estrela do PT”, diz o jornal.
Para o Estadão, “esse Lula vingador mascarado é o mesmo que, na campanha de 2022, prometeu acabar com o orçamento secreto, mas que, uma vez no poder, deixou tudo como está”.
O editorial publicado pelo jornal paulista afirma ainda que “o auge da farsa lulopetista veio no momento em que Lula anunciou que vai ‘mudar muita coisa neste país’”. “Para começar, o petista disse que vai recuperar os ‘direitos’ do presidente da República, entre os quais o de definir o Orçamento, cada vez mais capturado pelos parlamentares e seus interesses paroquiais. Lula disse que não dá mais para ficar ‘chorando atrás da miséria que sobra do Orçamento’”, relatou o Estadão.
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“Ora, com que base parlamentar Lula pretende fazer isso? Se hoje o governismo no Congresso é uma massa disforme e incontrolável, a próxima legislatura promete ser ainda mais hostil ao presidente petista. Num surto delirante, Lula pode escolher a ingovernabilidade e brigar com o Congresso, mas, depois de tanto tempo no poder, ele sabe que isso não acaba bem”, prossegue o jornal.
No editorial, o Estadão afirma que as promessas recicladas do atual presidente da República não passam de “uma fantasia recorrente do lulopetismo”. “Se estivesse realmente interessado num ‘salto de qualidade’, Lula teria ao menos mencionado a necessidade urgente de um ajuste fiscal. Mas esse tema, obviamente, esteve ausente do palavrório do presidente”, conclui o jornal.
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