EUA revogaram visto de embaixador venezuelano em 2010
Em dezembro de 2010, os Estados Unidos revogaram o visto do então embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Álvarez Herrera. A medida foi anunciada depois que o governo venezuelano retirou a aprovação para que o diplomata Larry Palmer assumisse a Embaixada dos EUA em Caracas. Como Herrera estava na Venezuela na ocasião, ficou impedido de retornar aos EUA.
A última revogação de visto de um embaixador pelos Estados Unidos antes do caso envolvendo a representante brasileira ocorreu em dezembro de 2010 e atingiu o então embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Álvarez Herrera.
O Departamento de Estado anunciou a medida depois de o governo venezuelano retirar a aprovação para que o diplomata Larry Palmer assumisse a Embaixada dos EUA em Caracas. Como Herrera estava na Venezuela na ocasião, ele ficou impedido de retornar aos EUA.
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O porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, atribuiu a responsabilidade à ditadura venezuelana. "Dissemos que haveria consequências quando o governo venezuelano retirou a aprovação do nosso indicado", declarou. "Tomamos uma medida apropriada, proporcional e recíproca."
O episódio de 2010 é o precedente mais recente para a decisão anunciada pelos EUA nesta terça-feira, 4, quando o governo norte-americano revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Segundo o Departamento de Estado, a medida responde à demora do governo brasileiro em autorizar o novo embaixador norte-americano.
Crise começou depois de rejeição de embaixador dos EUA
A medida foi adotada em meio a uma disputa diplomática entre os governos de Barack Obama e Hugo Chávez. De acordo com a BBC, o ditador venezuelano ficou insatisfeito com declarações feitas por Palmer ao Comitê de Relações Exteriores do Senado norte-americano.
Na ocasião, o diplomata afirmou que o moral das Forças Armadas venezuelanas era baixo e manifestou preocupação com a presença de integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano.
Em resposta, Chávez declarou: "Negamos autorização para esse aspirante a embaixador e agora o governo dos EUA nos ameaça com represálias". Em seguida, acrescentou: "Eles farão o que quiserem, mas esse homem não virá para cá como embaixador. Quem vier aqui como embaixador tem de demonstrar respeito. Este é um país que deve ser respeitado."
O ditador também afirmou que os EUA poderiam expulsar o representante de seu país e até romper relações diplomáticas. "Se o governo dos EUA quiser expulsar nosso embaixador de lá, que expulse", provocou. "Se quiser romper relações diplomáticas, que rompa."
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