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Governo oferece áreas na Amazônia para exploração de combustíveis fósseis

A Bacia do Tacutu, em Roraima, poderá ser incluída no leilão de outubro se as petroleiras demonstrarem interesse. A exploração na região pode afetar nove Terras Indígenas.

Se depender do governo brasileiro, tão cedo a Amazônia não será declarada uma Zona Livre de Petróleo e Gás (FFZ, na sigla em Inglês), pleito incluído no relatório da 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis (TAFF-1), realizada em Santa Marta, na Colômbia, em abril. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) anunciou na 5ª feira (6/8) dois leilões de blocos para exploração de combustíveis fósseis no país em outubro. Um deles poderá ter áreas de uma nova fronteira exploratória na Amazônia. E em terra.

Dos 22 setores incluídos no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC6), um (STCT) está na Bacia de Tacutu, uma bacia terrestre na fronteira entre Roraima e a Guiana, explica Nicola Pamplona na Folha. A ANP não informa quantas áreas exploratórias compõem o STCT. A inclusão definitiva no leilão dependerá da manifestação de interesse das petrolíferas, a ser feita até 31 de agosto. Mas, em 2024, o órgão regulador anunciou que pretendia ofertar dois blocos na região no ano seguinte, o que não ocorreu, o que dá um indício do que pode vir.

Tacutu tem cerca de 15 mil km² em território brasileiro; na Guiana, a bacia é chamada de North Savannas. Foram perfurados ao menos dois poços na região na década de 1980 pela Petrobras, sem indícios de petróleo. Do lado da Guiana, onde foram realizadas ao menos três perfurações, um poço apresentou resultado positivo para óleo em 1982.

A oferta de blocos em Tacutu foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em dezembro de 2024. Uma análise da InfoAmazonia mostrou que nove Terras Indígenas, ocupadas pelos Povos Makuxi, Wapixana, Ingarikó e Taurepang, estão na área de impacto direto do empreendimento: Raposa Serra do Sol, Bom Jesus, Canauanim, Jabuti, Malacacheta, Manoa/Pium, São Marcos, Tabalascada e Serra da Moça.

Além de Tacutu, a exploração de petróleo e gás na Amazônia avança na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá e do Pará, e nas bacias terrestres do Solimões e do Amazonas.

Na Foz, a Petrobras deverá anunciar, entre o final deste mês e o início de setembro, o resultado da perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, iniciada em outubro do ano passado. Durante a atividade, houve o vazamento de quase 20 mil litros de fluido de perfuração, em janeiro deste ano.

O OPC6 ainda inclui setores nas bacias marítimas do Ceará, na chamada Margem Equatorial; em Campos, Espírito Santo, em Santos e nas bacias terrestres de Potiguar, Parnaíba, Recôncavo e Tucano. Além desse certame, a ANP promoverá também no dia 7 de outubro o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP4), com áreas do pré-sal.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/08/06/governo-ofertara-areas-na-amazonia-para-exploracao-de-combustiveis-fosseis/

Fonte: climainfo.org · Por Célia Mello

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