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Haddad diz que SP não pode ter governador que recuse apoio federal

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo em 2026, afirmou nesta quinta-feira, 10, que intensificará a parceria com o governo federal caso seja eleito, principalmente na área da segurança pública. Sem mencionar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, Haddad defendeu maior integração entre o Palácio dos Bandeirantes e o Palácio

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo nas eleições de 2026, afirmou nesta quinta-feira, 10, que intensificará a parceria com o governo federal caso seja eleito, principalmente na área da segurança pública.

Sem mencionar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, Haddad defendeu uma maior integração entre o Palácio dos Bandeirantes e o Palácio do Planalto. O ex-ministro conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral.

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Ao participar de sabatina promovida pela VTV, emissora afiliada ao SBT no interior e no litoral do Estado, o petista falou sobre segurança pública e combate a facções criminosas e disse que sua eventual gestão criaria um “gabinete institucional” para tratar do tema.

“Um governador não pode recusar apoio federal, sobretudo da Polícia Federal, da Receita Federal e do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras]”, afirmou Haddad, sem citar Tarcísio nem explicitar quando o governador paulista teria negado apoio de Brasília.

“Aquele bandido avulso não existe mais. Está sempre embrenhado em uma rede. Você tem de fazer um gabinete institucional, presidido pelo governador, mas com a presença das polícias estaduais, da PF e do Coaf”, defendeu o candidato do PT.

O ex-ministro da Fazenda citou o exemplo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), pela Receita e pela PF, para desarticular uma rede bilionária de lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e adulteração de combustíveis ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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“A Carbono Oculto foi uma operação capitaneada pela Receita Federal, que é ligada ao Ministério da Fazenda, do qual eu fui titular durante três anos e meio. Essa operação foi feita com o Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado], órgão do MPSP. Essa cooperação permitiu acabar com um esquema que envolvia diversas modalidades de crime”, declarou Haddad.

Segundo o petista, “fala-se muito de segurança pública, mas a única coisa que vai resolver é a cooperação federativa”. “Não podemos ter um governador que recuse apoio federal porque a PF não está sob comando dele. A PF sempre vai estar sob comando do presidente da República.”

Diálogo com prefeitos

Durante a entrevista, o candidato do PT ao governo de São Paulo também criticou Tarcísio por supostamente não abrir canais de diálogo com importantes prefeituras no interior do Estado.

“Essa prática de sentar com os prefeitos e resolver os problemas locais tem de ser resgatada em São Paulo. Muitos prefeitos, sobretudo do interior, reclamam da falta de atendimento do Palácio dos Bandeirantes”, afirmou. “Precisamos resgatar essas reuniões de trabalho com as prefeituras. Precisamos restituir essa boa tradição municipalista de São Paulo.”

Apesar das declarações de Haddad, estimativas apontam que o governador Tarcísio de Freitas conta com com palanque e apoio expressivo em mais de 600 dos 645 municípios paulistas, o que representa cerca de 93% das cidades do Estado.

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Tarcísio lidera corrida em SP

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira 8 mostra o governador Tarcísio de Freitas com 42% das intenções de voto para o governo de São Paulo no primeiro turno. Fernando Haddad aparece em segundo, com 27%.

Os demais candidatos registram 1% cada um: Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Carlos Machado (PCB). Vivian Mendes (UP) não pontuou. Brancos e nulos somam 13%, enquanto 14% dos entrevistados estão indecisos.

Em relação ao levantamento anterior, de 25 de agosto, Tarcísio oscilou de 40% para 42%, enquanto Haddad manteve os 27%. Em um eventual segundo turno, Tarcísio aparece com 48%, e Haddad, com 31%. Brancos e nulos somam 11%, e os indecisos, 10%.

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