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Indústria brasileira cai para 69ª posição em ranking mundial

A indústria brasileira de transformação caiu para a 69ª posição em um ranking que reúne 90 países. Assim, voltou a figurar entre as economias com pior desempenho industrial do mundo. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, 22, representa o segundo ano consecutivo de perda de posições. Da mesma forma, reforça o processo de deterioração da indústria nacional. O levantamento foi compilado pelo

A indústria brasileira de transformação caiu para a 69ª posição em um ranking que reúne 90 países. Assim, voltou a figurar entre as economias com pior desempenho industrial do mundo. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, 22, representa o segundo ano consecutivo de perda de posições. Da mesma forma, reforça o processo de deterioração da indústria nacional.

O levantamento foi compilado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com base em dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido). No primeiro trimestre de 2025, o Brasil ocupava a 47ª colocação. Um ano depois, despencou 22 posições. Em relação ao primeiro trimestre de 2024, quando estava em 33º lugar, a queda acumulada chega a 36 posições.

Brasil: indústria cresce menos e perde espaço

A indústria brasileira registrou alta de 1,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, superando ligeiramente a média global de 1,2%. O resultado, porém, não foi suficiente para reverter o quadro negativo acumulado em 12 meses.

Nesse período, a produção industrial brasileira recuou 0,1%, enquanto a indústria mundial cresceu 3,1%. O contraste revela o problema central: mesmo quando há alguma reação pontual, o Brasil continua incapaz de acompanhar o ritmo de expansão de seus concorrentes.

Leia também: “O desprezo de Lula pelos brasileiros”, reportagem publicada na Edição 331 da Revista Oeste

A situação é ainda mais preocupante porque o país possui um dos maiores mercados consumidores do mundo, abundância de recursos naturais e uma base industrial diversificada. Ainda assim, permanece na parte inferior do ranking internacional de crescimento do setor.

O Brasil chegou a ocupar a 80ª posição no quarto trimestre de 2025, antes de avançar para o 69º lugar. A melhora, portanto, não representa uma recuperação consistente, mas apenas uma saída de uma posição ainda pior. O país continua muito distante de economias que ampliam sua produção e conquistam espaço no mercado internacional.

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Enquanto países como Angola, Cazaquistão, Uzbequistão, Taiwan e Vietnã registraram avanços expressivos na produção industrial, o Brasil permanece preso a entraves conhecidos: juros elevados, carga tributária pesada, infraestrutura deficiente, burocracia, corrupção e baixa produtividade.

O resultado expõe uma contradição que se repete há anos. O país discute políticas de desenvolvimento e reindustrialização, mas continua perdendo competitividade justamente em um momento de forte transformação das cadeias produtivas globais. 

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