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Justiça francesa permite Marine Le Pen candidatar-se com tornozeleira eletrônica

A Corte de Apelações de Paris autorizou nesta terça-feira (7) a candidatura da deputada Marine Le Pen à presidência da França em 2027, após recurso parcialmente aceito pela defesa. A decisão reduz a punição política da líder conservadora, que poderá fazer campanha, mas sob monitoramento eletrônico.

A Corte de Apelações de Paris liberou nesta terça-feira, 7, a participação da deputada Marine Le Pen na corrida presidencial francesa de 2027. Os magistrados aceitaram parcialmente o recurso da defesa e reduziram o tempo de punição política da líder conservadora. A decisão judicial autoriza a candidatura da favorita nas pesquisas eleitorais, mas impõe o monitoramento por tornozeleira eletrônica durante os atos de campanha.

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O tribunal fixou a pena em três anos de prisão, com dois anos de suspensão condicional e um ano de cumprimento com o aparelho de rastreamento. Os juízes também reduziram a perda dos direitos políticos para 45 meses, determinando a suspensão imediata dessa trava por um período de 30 meses. O veredito garante o nome de Le Pen nas urnas, mas cria um cenário inédito para a mobilização de militantes no país.

Líder contesta restrições e avalia recorrer a tribunal superior

A parlamentar contesta as restrições de deslocamento impostas pelo Poder Judiciário. Em declarações anteriores, Le Pen afirmou que um candidato ao Palácio do Eliseu necessita de total liberdade de movimentos para realizar comícios e conversar com o eleitorado, sem depender do aval diário de magistrados. A defesa estuda apresentar uma nova apelação perante a Corte de Cassação para derrubar a exigência do equipamento.

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O processo começou em 2025, quando uma decisão de primeira instância acusou Le Pen de desviar verbas do Parlamento Europeu para custear a folha de pagamento de assessores de sua legenda nacional. A deputada exerceu o mandato em Bruxelas entre 2004 e 2017. Ela nega qualquer fraude financeira nas contas partidárias e atribui as irregularidades a erros administrativos na gestão do gabinete.

Partido tem Jordan Bardella como alternativa para as urnas

A possibilidade de restrições na rotina de viagens pode levar o Reunião Nacional a indicar o jovem Jordan Bardella, de 30 anos, para a cabeça da chapa presidencial. O atual presidente da sigla desfruta de alta aprovação popular e lidera o engajamento da oposição nas redes sociais francesas. O político conduz a renovação da legenda e defende pautas focadas na segurança e no controle de fronteiras.

O pleito de abril de 2027 vai encerrar o ciclo do atual presidente Emmanuel Macron, que cumpre o segundo mandato consecutivo e não pode disputar a reeleição. Sob o comando de Le Pen, o bloco conservador elegeu 143 deputados e formou a maior bancada da Assembleia Nacional. O grupo projeta expandir a votação no interior da França para consolidar a maioria parlamentar na próxima legislatura.

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