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Lula sanciona lei que impõe filtro de relevância a recursos no STJ

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (4) a lei que regulamenta a Emenda Constitucional 125. O texto permite ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) recusar recursos que não demonstrarem relevância jurídica, econômica, política ou social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira, 4, uma lei que dá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) mais poder para decidir quais processos serão julgados pela Corte.

A norma regulamenta a Emenda Constitucional nº 125, promulgada em 2022. Com a mudança, quem recorrer ao STJ deverá demonstrar que o caso tem relevância jurídica, econômica, política ou social. Sem esse requisito, o tribunal poderá rejeitar o recurso.

Durante a cerimônia, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, afirmou que a nova legislação representa um marco para o sistema de Justiça. Segundo o magistrado, a medida permitirá que a Corte dedique mais tempo aos processos com maior impacto para a sociedade.

"O STJ poderá cumprir com mais eficiência sua missão constitucional de uniformizar a interpretação da legislação federal", declarou Benjamin.

O ministro também agradeceu ao Congresso Nacional pela aprovação do projeto e destacou que a regulamentação conclui um processo iniciado com a aprovação da emenda constitucional há quatro anos.

Durante a solenidade, Lula lembrou que participou da Assembleia Constituinte de 1988, responsável pela criação do STJ. "Eu e Alckmin somos pais do STJ", disse Lula. Ele deu a declaração em tom de brincadeira, ao recordar que ambos eram deputados constituintes.

Cerimônia de sanção da lei no Palácio do Planalto | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A cerimônia contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do presidente da Câmara, Hugo Motta, além de ministros do STJ e outras autoridades.

Lei cria novos critérios para recursos

A nova legislação estabelece que o recorrente deverá demonstrar a relevância da questão discutida.

A lei também cria hipóteses em que a relevância será presumida. Nesses casos, o STJ deverá analisar o recurso sem exigir demonstração adicional.

Entre as situações previstas estão:

Para rejeitar um recurso por falta desse requisito, será necessário o voto de dois terços dos ministros do órgão julgador.

Segundo o STJ, a medida permitirá que a Corte concentre esforços na uniformização da interpretação da legislação federal e reduza o elevado volume de processos distribuídos anualmente.

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