Mercado imobiliário chinês segue em queda e preocupa segunda maior economia
Os preços dos imóveis na China caíram pelo sexto mês consecutivo em julho, mantendo a pressão sobre o consumo e o investimento na segunda maior economia do mundo. Nas 70 maiores cidades do país, os preços recuaram 0,18% no mês, após queda de 0,15% em junho, e 47 cidades registraram redução em relação ao mês anterior.
O mercado imobiliário chinês continua sem sinais de recuperação em julho, com os preços dos imóveis recuando pelo sexto mês consecutivo, de acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas divulgados nesta segunda-feira, 17. O enfraquecimento do setor segue pressionando o consumo e o investimento na segunda maior economia do mundo.
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Os preços dos imóveis nas 70 maiores cidades do país caíram 0,18% em julho, depois de recuo de 0,15% em junho, segundo cálculos do The Wall Street Journal. Na comparação mensal, 47 cidades registraram queda de preços, contra 49 em junho.
Em base anual, os preços recuaram 3,41% no mês passado, depois de queda de 3,5% em junho. Ao todo, 66 cidades tiveram queda de preços na comparação com um ano antes, número inalterado em relação a junho.
Mercado imobiliário chinês: investimento despenca 19,2%
O enfraquecimento também aparece nos indicadores de atividade do setor. O investimento imobiliário despencou 19,2% na comparação anual entre janeiro e julho, ampliando a queda de 18% observada no primeiro semestre.
O início de novas construções caiu 24% no mesmo período, contra recuo de 23,4% nos seis primeiros meses do ano. Já as vendas de imóveis em valor recuaram 13,2% na comparação anual de janeiro a julho, uma desaceleração marginal frente à queda de 13,7% registrada entre janeiro e junho.
Crise se arrasta e afeta consumo
A crise no setor imobiliário chinês já se arrasta por anos, com consequências para a economia do país. O governo chinês tem adotado medidas para estimular o setor, como a redução de taxas de juros e o afrouxamento de restrições à compra de imóveis, mas os resultados ainda são limitados.
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A desaceleração do mercado imobiliário afeta diretamente o consumo e o investimento, uma vez que o setor é um dos principais motores da economia chinesa. A queda nos preços dos imóveis também reduz a riqueza das famílias, o que impacta o consumo.
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