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Netanyahu afirma que Irã tentou assassinar um de seus filhos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira, 24, que o Irã teria planejado assassinar um de seus filhos, reacendendo o debate internacional sobre ameaças contra familiares de chefes de Estado. Ele não informou qual dos filhos teria sido alvo, quando o plano teria ocorrido ou se houve tentativa de execução.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira, 24, que o Irã teria planejado assassinar um de seus filhos, de modo a reacender o debate internacional sobre ameaças contra familiares de chefes de Estado. O premiê não informou qual dos filhos teria sido alvo, quando o suposto plano teria ocorrido e nem se a tentativa chegou a ser efetivamente executada.

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A fala de Netanyahu ocorre em meio ao aumento das tensões entre Israel, Estados Unidos e Irã desde fevereiro, período marcado pela morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e de outros integrantes da alta cúpula do país persa.

O primeiro-ministro israelense deu a declaração em entrevista por telefone ao Canal 14, emissora conhecida por postura favorável ao governo, ao ser questionado sobre a recusa de uma agência de segurança israelense em proteger um rival político durante o período eleitoral.

Declarações de Netanyahu e repercussão

A bandeira de Israel | Foto: Reprodução/X/@israel

Netanyahu afirmou que o Irã mirou em um de seus filhos e tentou matá-lo. “Quanto aos meus filhos… Aqui, acho que há algo inacreditável, sim", contou. "O Irã mirou em um dos meus filhos. O Irã tentou matar, assassinar um dos meus filhos. Portanto, essa proteção de segurança não é um luxo.”

Não ficou esclarecido a qual filho Netanyahu se referiu, embora seu primogênito, Yair Netanyahu, resida em Miami. A missão diplomática do Irã nas Nações Unidas, em Nova York, não respondeu de imediato aos pedidos de comentário sobre a acusação feita pelo governo de Israel.

Leia também: "A guerra depois da guerra", artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 335 da Revista Oeste

Netanyahu também afirmou ter comunicado ao diretor da agência de segurança Shin Bet, David Zini, que a proteção adequada deveria ser estendida a qualquer candidato ao cargo de primeiro-ministro. A imprensa israelense já havia noticiado que Zini teria recusado conceder segurança ao político Gadi Eisenkot e comunicado à autoridade eleitoral que não existia plano para prejudicá-lo.

O partido de Eisenkot lidera as intenções de voto para as eleições de 27 de outubro, embora a formação dos governos israelenses costume depender de coalizões multipartidárias.

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