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A economista Daniella Marques, ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, participou, na quarta-feira, 26, de um debate sobre os desafios econômicos para o Brasil no futuro, na sede da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), na capital paulista. Ela é a coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República e foi cotada, na segunda-feira, 24, pelo próprio Flávio para integrar o primeiro escalão de um eventual governo.
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Em sua fala, Daniella destacou os desafios relacionados ao custo de capital, à segurança jurídica, à simplificação regulatória e à competitividade brasileira. Ao dizer que buscará a reaproximação da comunidade judaica com o governo brasileiro, ela destacou que seu objetivo, em relação ao país, é que "a gente volte a ser uma frente de diálogo com a comunidade global."
Durante a explanação na Fisesp, ela ressaltou a configuração do atual debate ideológico no país. "Ser de direita no Brasil virou defender o básico. Fé e família.”
Há grande chance de ela ser a ministra da Fazenda caso Flávio seja eleito. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Daniella foi presidente da Caixa Econômica Federal e integrou a equipe do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Antes de o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) ser escolhido como vice-presidente na chapa de Flávio, Daniella era uma das mais cotadas para concorrer ao cargo.
No debate, ela adiantou que um possível governo de Flávio será pautado pela busca de um desenvolvimento que beneficie a todos, "colocando as contas no lugar, botando o Brasil para crescer e botando o brasileiro para crescer junto."
“A gente não acredita em super-heróis", afirmou a economista. "A gente precisa de um presidente corajoso, que empodere um time e vá para o Congresso para levar a reforma.” Neste sentido, ela acredita que um possível governo de Flávio terá semelhanças com o do pai, Jair Bolsonaro. “O Flávio fez um compromisso de montar um governo de técnicos como o Bolsonaro montou.”
Daniella Marques cita as vantagens do Brasil
A economista também destacou que a inteligência artificial é um caminho sem volta, que precisa ser bem direcionado. “A inteligência artificial tem que ser incorporada para a produtividade, para a prosperidade das pessoas.”
Para ela, impera a necessidade de o país ser competitivo na corrida global por investimentos em infraestrutura tecnológica e data centers. Segundo a ex-presidente da Caixa, o Brasil reúne vantagens neste sentido, como disponibilidade de energia, território e minerais estratégicos, que podem colocá-lo em posição relevante nessa transformação.
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Ela também se referiu à autonomia econômica feminina como algo imprescindível. Daniella destacou a importância crescente das mulheres como responsáveis pelo sustento das famílias brasileiras. Neste modelo de crescimento, a economista destacou a necessidade de se criar políticas capazes de aproximar orientação financeira, capacitação profissional e oportunidades de trabalho e empreendedorismo da população mais carente.
Para tanto, uma alternativa viável, observou, é o uso de ferramentas digitais, inclusive o WhatsApp, o que ajudaria a ampliar o acesso a informações sobre finanças, dívidas, capacitação e geração de renda. A presença de Daniella no evento foi divulgada na mídia internacional, em jornais como o The Times of Israel.
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