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A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, acumula processos por dívidas não pagas. Entre os credores estão a União, a Prefeitura de São Paulo, prestadores de serviços, ex-funcionárias e locadores de imóveis. Duas empresas ligadas a Luchsinger somam R$ 1,1 milhão em débitos tributários. Além disso, responde a cobranças na esfera privada.
A análise de nove processos nas Justiças de São Paulo e Minas Gerais mostra que Luchsinger descumpriu acordos judiciais. Em diferentes casos, os magistrados não localizaram bens, valores bancários ou a empresária nos endereços informados. Em duas ações, ela alegou pobreza para evitar o pagamento das custas processuais.
A Polícia Federal (PF) investiga Luchsinger por suspeita de tráfico de influência e corrupção. A apuração aponta o recebimento de R$ 1,5 milhão para atuar em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso por fraudes na Previdência. As informações são do portal g1.
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Os investigadores também cita repasses ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Ribeiro, e apuram eventuais pagamentos a Lulinha. Os citados negam irregularidades.
As dívidas de Roberta Luchsinger
A PGFN cobra R$ 821 mil em tributos federais da RL Consultoria e Intermediações S.A. A empresa também deve R$ 199,7 mil em ISS à Prefeitura de São Paulo. Já a Elephant 2 Produções Ltda. registra R$ 54,7 mil em dívidas federais e R$ 27,8 mil em ISS municipal.
Na esfera privada, ela deixou de pagar R$ 36 mil a um tapeceiro em 2011. Anos depois, quitou a dívida com 14 gravuras apresentadas como originais de Cândido Portinari. O Projeto Portinari confirmou que eram reproduções.
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Luchsinger também responde a ações por mensalidades escolares, compras em lojas de grife, despesas de pré-campanha e rescisões trabalhistas. Em uma ação de despejo em Higienópolis, a dívida de aluguel chegou a quase R$ 500 mil e foi quitada em maio de 2024.
As promessas de um filme
Em 2016, Roberta e uma sócia procuraram o aposentado Lauro Escobosa Vallejo para captar recursos para um filme sobre o designer Horácio Pagani. Para iniciar o projeto antes da liberação de um suposto investimento de US$ 4 milhões vindo do Bahrein, a lobista conseguiu um empréstimo-ponte de US$ 300 mil.
Na ocasião, ela convenceu o aposentado a ser o avalista do negócio em troca de comissão e participação na bilheteria, o que levou Lauro a dar como garantia uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões.
O aporte do fundo internacional nunca ocorreu, o dinheiro do empréstimo sumiu e o credor tomou a fazenda de Lauro para quitar a dívida. A Justiça manteve a perda do imóvel por entender que o aposentado assumiu o risco contratual. Constatou-se depois que a Elephant 2 não tinha registro na Ancine nem assinações do fundo estrangeiro no contrato.
Sobre o caso, a lobista alegou ter sido vítima de um golpe e afirmou que Lauro conhecia os riscos da operação.
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