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PT apoiará candidatos que votaram pelo impeachment de Dilma em 2026

Dez anos após o impeachment que afastou a ex-presidente Dilma Rousseff do poder, o Partido dos Trabalhadores apoiará, nas eleições de outubro, pelo menos 11 políticos que votaram a favor da cassação do mandato da petista.

Dez anos depois do impeachment que afastou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) do poder, o Partido dos Trabalhadores apoiará, nas eleições de outubro, pelo menos 11 políticos que votaram favoravelmente à cassação da petista.

De acordo com levantamento do Poder360, entre os políticos favoráveis ao impeachment de Dilma que receberão apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e do PT, estão nomes como os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Eliziane Gama (PT-MA).

A ex-senadora Simone Tebet (PSB-SP), que foi ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula, também votou a favor da cassação de Dilma em 2016, quando ainda era filiada ao MDB.

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A pedido de Lula, Tebet migrou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e disputará uma das vagas no Senado pelo Estado de São Paulo na chapa liderada por Lula e pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista.

Outra liderança política que se aproximou de Lula recentemente é o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tentará renovar seu mandato nas eleições deste ano. Em 2016, ele votou pelo afastamento de Dilma. Hoje, Motta declara apoio à reeleição de Lula.

A queda de Dilma

Eleita em 2010 e reeleita em 2014, Dilma Rousseff não completou seu segundo mandato por causa do impeachment aprovado pelo Congresso Nacional em 2016.

O primeiro passo para o afastamento da petista foi dado em abril daquele ano, quando a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impedimento por crime de responsabilidade, em função das chamadas “pedaladas fiscais” – manobras contábeis às quais o governo Dilma recorreu para maquiar as contas públicas.

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Em maio de 2016, o Senado aprovou a admissibilidade do processo de impeachment, que resultou no afastamento provisório de Dilma e na posse do então vice-presidente da República, Michel Temer (MDB), como presidente em exercício.

A consumação do impeachment ocorreu no dia 31 de agosto de 2016, com o julgamento definitivo no Senado, que considerou Dilma culpada por crime de responsabilidade. Com isso, a petista foi afastada definitivamente do cargo.

Desde então, Lula e o PT classificam o processo constitucional de impeachment de 2016 como um suposto “golpe” que derrubou o partido do poder.

Apesar do afastamento, a ex-presidente da República não ficou inelegível por decisão do Senado. Ela voltou a concorrer a um cargo em 2018, mas não se elegeu senadora por Minas Gerais – terminou em quarto lugar.

Atualmente, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco do Brics.

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