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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à pressão pelo impeachment do magistrado. O senador amapaense comentou o assunto nesta quarta-feira, 2, no plenário da Casa Alta.
Durante a sessão, Alcolumbre contestou as críticas dirigidas a Moraes e mencionou o pedido de recursos feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme”, afirmou Alcolumbre. “E, agora, o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes. Farei um relato de tudo que quero falar.”
Flávio negociou com Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o projeto. Documentos revelados em maio sugerem que pelo menos US$ 10,6 milhões, equivalentes a R$ 61 milhões, foram transferidos.
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As relações de Moraes com Vorcaro
Alcolumbre deu a declaração um dia depois da divulgação de novos documentos da investigação do Banco Master. O relatório da Polícia Federal (PF) reúne mensagens e registros que indicam pelo menos seis encontros entre Vorcaro e Moraes, entre fevereiro de 2024 e abril de 2025. O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria intermediou os primeiros contatos entre os dois.
A aproximação ocorreu no mesmo período em que o Master contratou o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. A PF encontrou no celular de Vorcaro uma minuta do acordo cujos metadados apontam Moraes como o último editor do arquivo. O contrato previa pagamentos de R$ 131 milhões brutos ao escritório.
Os investigadores também localizaram uma segunda proposta, de cerca de R$ 50 milhões. Nesse caso, R$ 40 milhões seriam pagos por meio da transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero. O escritório de Viviane afirma que esse contrato não chegou a ser assinado.
As mensagens mostram ainda que Vorcaro procurava Moraes enquanto enfrentava dificuldades para concretizar a venda de parte do Master ao BRB e acompanhava o avanço das investigações sobre o banco. Em março de 2025, o banqueiro afirmou a um então diretor do Banco Central que estava com Moraes e que o ministro chamaria o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para “dar um aperto”.
Em outras mensagens analisadas pela PF, Vorcaro chegou a perguntar se deveria deixar o país diante do avanço das investigações. Parte das conversas foi recuperada de mensagens de visualização única, e nem todas as respostas puderam ser reconstruídas.
Atualmente, Moraes acumula ao menos 54 pedidos de impeachment apresentados ao Senado. Alcolumbre rechaçou pautar algum deles.
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