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Os candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) elevaram as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes em meio aos desdobramentos do caso Master.
A crise ganhou novos contornos nesta semana com a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF), cujo sigilo o ministro André Mendonça retirou. O documento apresentou indícios de que Moraes teria editado a minuta do contrato firmado entre o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.
A investigação também reuniu conversas nas quais o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pede ajuda ao ministro para “sensibilizar autoridades” e solicita orientações sobre como agir diante da crise enfrentada pela instituição financeira, poucos dias antes de sua prisão, no ano passado.
Durante sabatina ao O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira, 4, Zema afirmou que o caso exige mais do que um eventual processo de impeachment.
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“É motivo de prisão, não é motivo só de impeachment, não", declarou o ex-governador de Minas Gerais. "Um contrato de R$ 129 milhões. Esse Brasil não vai para a frente”.
Zema também afirmou que eventuais irregularidades devem ser investigadas, independentemente dos envolvidos. “Se o Nikolas fez algo errado, que pague", disse. "Se o Flávio fez algo errado, que pague também”.
Renan, Caiado e Cury também criticam o STF
Renan Santos, que também busca espaço entre os eleitores de direita, defendeu a discussão de uma nova Constituição. Em entrevista à CNN, o candidato afirmou que a crise colocou em xeque o atual modelo institucional do país.
“O Brasil precisa começar a discutir, não necessariamente executar, mas precisamos discutir já, uma nova Constituição”, declarou.
Ronaldo Caiado classificou o momento vivido pelo Supremo como uma “desordem institucional”. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ex-governador de Goiás defendeu uma reforma no Judiciário e sugeriu, entre outras mudanças, a criação de uma idade mínima para ministros do STF.
Augusto Cury, por sua vez, criticou a crise nas instituições, embora não tenha mencionado nominalmente ministros do Supremo. Durante agenda em Ribeirão Preto (SP), o escritor afirmou que agentes públicos devem responder por eventuais irregularidades.
“Ninguém deve ser isento, ninguém deve ser poupado”, declarou.
Cury também afirmou que a situação provocou perda de confiança nas instituições. “É muito triste o que está ocorrendo, é dramaticamente triste. As pessoas não estão confiando mais nas instituições”, disse.
Os quatro pré-candidatos apresentaram posições diferentes sobre a crise, mas convergiram nas críticas ao cenário vivido pelo STF. Zema falou em prisão; Renan Santos defendeu o debate sobre uma nova Constituição; Caiado pediu mudanças no Judiciário; e Cury afirmou que ninguém deve ficar fora do alcance da Justiça.
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