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A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspendeu o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal, “restaura a institucionalidade” na Corte e reafirma as prerrogativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a direção da corporação.

Em nota, a AGU recebeu “com satisfação, respeito e esperança” a liminar de Fachin e afirmou que a decisão também contribui para fortalecer a confiança da sociedade no Judiciário.

“Para além da solução do caso concreto, a decisão do ministro Edson Fachin contribui para restaurar a institucionalidade no âmbito da Suprema Corte e fortalecer a confiança da sociedade no Poder Judiciário”, afirmou.

+ Fachin suspende decisão de Mendonça e Dino e mantém Andrei Rodrigues na PF

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Foto: Tom Costa/MJSP

Fachin suspendeu nesta quarta-feira, 9, tanto a decisão de André Mendonça, que havia afastado preventivamente Andrei Rodrigues, quanto a determinação posterior de Flávio Dino, que autorizou o retorno do delegado. 

Na prática, Andrei Rodrigues permanece provisoriamente à frente da PF enquanto o presidente do STF concentra a análise do impasse. Fachin deu 48 horas para o delegado prestar informações e informou que, depois disso, voltará a avaliar sua permanência no cargo.

AGU reivindica competência de Lula

A manifestação da AGU também deixa clara a tese jurídica adotada pelo governo contra o afastamento determinado por Mendonça. Para o órgão, a escolha sobre a permanência da direção da PF pertence ao chefe do Executivo.

“A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal”, sustentou.

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Segundo a Advocacia-Geral da União, a medida de Fachin também restabelece “as condições necessárias ao regular funcionamento das atividades da Polícia Federal” e favorece a “harmonia entre os Poderes da República”.

A AGU ainda elogiou Fachin, a quem classificou como um ministro “reconhecidamente sóbrio e prudente”, e afirmou que o resultado demonstra o “acerto da estratégia processual” adotada pelo órgão.

“Ao contrário de narrativas plantadas na imprensa, a Advocacia-Geral da União, desde o primeiro momento, optou pelo diálogo institucional, pela prudência e pelo respeito às prerrogativas constitucionais dos Poderes da República”, declarou.

Fachin assume inquérito das fake news

A decisão sobre Andrei Rodrigues ocorreu no mesmo dia em que Fachin tomou outras medidas de impacto em meio à crise no Supremo. O presidente da Corte assumiu a relatoria do inquérito das fake news, até então conduzido por Alexandre de Moraes, e determinou que investigações preliminares vinculadas ao procedimento retornem à Presidência do tribunal. As ações penais em que denúncias já foram recebidas permanecem com Moraes.

No caso da PF, a situação de Andrei Rodrigues ainda não está definitivamente resolvida. Ao suspender as decisões anteriores, Fachin determinou que o diretor-geral apresente informações em até 48 horas e registrou expressamente que sua permanência no cargo será apreciada depois desse prazo.

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