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A defesa de Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central (BC), encaminhou nesta sexta-feira, 11, ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para a revogação de medidas cautelas, entre as quais a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica.
Mendonça é o relator dos processos envolvendo o Banco Master na Suprema Corte. O magistrado havia determinado que Santana fosse monitorado por tornozeleira e entregasse o passaporte às autoridades.
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Segundo o ofício enviado ao STF, os advogados do ex-chefe de supervisão da autoridade monetária afirmam que o próprio Mendonça teria reconhecido “disfuncionalidades” e “potenciais ilicitudes” na cadeia de comando da Polícia Federal (PF).
Nesta semana, o ministro determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada – medida posteriormente suspensa pelo presidente do STF, Edson Fachin.
“Se a lisura da condução das investigações é posta em xeque em seu mais alto nível hierárquico – e por decisão do próprio ministro relator –, resta igualmente comprometida a higidez dos elementos a partir dos quais se construiu, e se pretende manter, a narrativa que ora atinge o peticionário”, afirmam os advogados de Santana.
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Consultoria 'informal' a Vorcaro
De acordo com as investigações da PF, Belline Santana prestava uma espécie de consultoria “informal” ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso pela maior fraude da história do sistema financeiro brasileiro.
Além do ex-chefe de supervisão do BC, o número 2 do departamento, Paulo Sérgio Neves de Souza, também teria trabalhado informalmente para beneficiar Vorcaro. Os três tinham um grupo no WhatsApp.
Em uma das mensagens obtidas pela PF, Santana afirma que criou o grupo no aplicativo para “facilitar” a “interlocução” com o dono do Master. Em seguida, dá orientações sobre um documento que seria enviado ao BC.
“Fico apenas com uma dúvida da necessidade/adequação da expressão, especialmente da Difis. Penso que deixar mais aberta, dessa autarquia etc. Pode ajudar a evitar ruídos desnecessários”, escreveu.
O material cujo sigilo foi derrubado por André Mendonça, no âmbito das investigações sobre o caso Master, mostra que Vorcaro pagou viagens de Santana e Souza ao exterior.
As investigações da PF apontam que Vorcaro teria pagado até R$ 760 mil a Belline Santana, por meio de terceiros.
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O post Caso Master: ex-chefe de supervisão do BC pede retirada de tornozeleira apareceu primeiro em Revista Oeste.



