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As Forças Armadas dos Estados Unidos devem transferir, nos próximos dias, parte dos drones MQ-9 Reaper atualmente empregados na África para a América do Sul, informou a emissora CNN nesta sexta-feira, 18. Segundo fontes ouvidas pelo canal, os equipamentos poderão ser utilizados em operações de combate ao narcotráfico e ao terrorismo na região.

Os MQ-9 são aeronaves não tripuladas empregadas pelos Estados Unidos para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de ataques de precisão. As fontes não informaram quais países receberão os equipamentos nem a quantidade exata que será deslocada.

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Uma das pessoas familiarizadas com o planejamento disse à CNN que será transferida “a maioria” dos drones atualmente posicionados na África. Outra fonte afirmou que Washington ainda discute o envio de parte dos equipamentos para o Oriente Médio, onde os Estados Unidos perderam drones desse modelo durante a guerra contra o Irã.

Vista aérea do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA I Foto: Reuters/Joshua Roberts

O Equador aparece entre os países considerados para as novas operações. A cooperação militar entre Washington e o governo de Daniel Noboa já começou neste ano, com ações conjuntas voltadas ao combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

Em 2025, os Estados Unidos também deslocaram drones MQ-9 para a região do Caribe. Na mesma estratégia, o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford foi empregado em ações contra embarcações apontadas por Washington como ligadas ao tráfico de drogas.

O Pentágono vinha sinalizando que uma etapa seguinte da campanha poderia envolver operações terrestres. A transferência dos Reaper da África para a América do Sul reforça a ampliação da presença militar norte-americana no hemisfério.

Navios de bandeira norte-americana se dirigem ao mar do Caribe para intensificar pressão sobre o narcotráfico venezuelano | Foto: Reprodução/Twitter/X

Movimento ocorre em meio a pressão sobre o Brasil

A notícia da movimentação militar ocorre dias depois de o governo Donald Trump criticar o Brasil em documento enviado ao Congresso dos EUA. O presidente afirmou que o governo brasileiro “falhou em confrontar” o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, classificados por Washington como organizações terroristas estrangeiras.

Trump também afirmou que as duas facções transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína e defendeu que o governo brasileiro adote “medidas firmes” para enfrentá-las.

O Brasil, contudo, não foi incluído pelo governo norte-americano na lista de principais países produtores ou de trânsito de drogas nem entre os governos classificados como tendo falhado de forma demonstrável no cumprimento de compromissos internacionais antidrogas.

Ao enquadrar as facções como ameaça à segurança nacional os Estados Unidos avisam que não vão esperar passivamente por um consenso diplomático na abordagem ao PCC e o Comando Vermelho | Foto: Montagem Revista Oeste

O Ministério da Justiça brasileiro contestou as críticas e citou a Lei Antifacção, as operações federais contra o crime organizado e iniciativas de cooperação internacional.

A pasta afirmou ainda que os Estados Unidos desconsideraram medidas propostas pelo governo brasileiro para ampliar o compartilhamento de inteligência e o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas.

No mesmo documento, Trump destacou iniciativas de países latino-americanos como Equador, Colômbia, Peru e Argentina no enfrentamento ao narcotráfico e mencionou a ampliação da cooperação de segurança com governos da região. O Pentágono ainda não se pronunciou sobre a transferência dos drones.

O post EUA enviam drones à América do Sul em ofensiva contra facções apareceu primeiro em Revista Oeste.

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