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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 7, a Operação Identidade Ficta, que investiga a prática do crime de inserção de dados falsos no sistema de informações da administração pública.

Na ação, que acontece em São Luís, no Maranhão, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão. Também foi determinado o afastamento das funções públicas de um servidor dos Correios.

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O que diz a PF

As investigações começaram a partir de uma comunicação formal encaminhada pela Receita Federal e, posteriormente, reforçada pelos Correios, depois da identificação de inconsistências em procedimentos realizados no sistema de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Segundo a PF, o suspeito possuía acesso funcional ao sistema e teria usado indevidamente suas credenciais para adicionar informações falsas no banco de dados governamental.

As investigações identificaram mais de 5,3 mil inscrições de CPF feitas pelo servidor público. Desse total, 2,5 mil foram fraudulentas, além de outras ocorrências suspeitas ou inconclusivas.

“Os elementos reunidos até o momento indicam que as inscrições irregulares teriam sido utilizadas para obtenção indevida de benefícios financeiros, causando prejuízo estimado em mais de R$ 13 milhões aos cofres públicos”, informou a PF em nota.

Ainda segundo a PF, as investigações da Operação Identidade Ficta prosseguem para “identificar possíveis envolvidos e dimensionar a extensão dos danos causados”. “As condutas investigadas poderão, em tese, configurar crimes contra a administração pública”, conclui a corporação.

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