Novo livro questiona discurso que rejeita a existência do Estado de Israel
A diferença entre criticar as decisões do governo israelense e defender o fim de Israel está no centro do novo livro da advogada criminalista Lilia Frankenthal. O Antissionismo Impossível — História, Direito e Crime na Negação da Autodeterminação Judaica será lançado na próxima terça-feira, 11, às 19 horas, na Unibes Cultural, em São Paulo. Lilia afirma que críticas a Israel são legítimas em u
A diferença entre criticar as decisões do governo israelense e defender o fim de Israel está no centro do novo livro da advogada criminalista Lilia Frankenthal. O Antissionismo Impossível — História, Direito e Crime na Negação da Autodeterminação Judaica será lançado na próxima terça-feira, 11, às 19 horas, na Unibes Cultural, em São Paulo.
Lilia afirma que críticas a Israel são legítimas em uma democracia. O problema, argumenta, aparece quando o alvo deixa de ser a atuação de um governo e passa a ser a própria existência nacional do povo judeu.
“Há uma diferença entre criticar um Estado e negar a legitimidade nacional de um povo”, explica Lilia. “Há uma diferença entre dizer que o governo israelense errou e dizer que Israel não deveria existir. Não escrevo contra a crítica. Escrevo contra a substituição.”
A discussão é desenvolvida ao longo de 25 capítulos. A autora recorre à história, ao Direito Penal comparado e à análise da linguagem para examinar o antissionismo e o antissemitismo, além das formas usadas para disseminar ódio contra judeus.
O percurso histórico começa antes da criação de Israel, em 1948. Lilia aborda a destruição do Primeiro Templo, as Leis de Nuremberg, o julgamento de Nuremberg e a Convenção do Genocídio.
Parte da obra é dedicada às respostas jurídicas dadas ao tema em diferentes países. A criminalista examina as legislações da Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Brasil.
O que diz a legislação brasileira
No caso brasileiro, Lilia trata da Lei 7.716/1989 e do crime de injúria racial. A análise busca estabelecer onde termina a crítica legítima ao Estado de Israel e onde começa o discurso de ódio.
O uso da internet também entra nessa discussão. Um dos pontos examinados pela autora é o emprego de códigos e expressões veladas para propagar ódio contra judeus.
Lilia relaciona manifestações atuais do antissionismo a acusações dirigidas historicamente aos judeus, incluindo o deicídio, o libelo de sangue e o mito do controle global. Na avaliação da autora, o antissionismo contemporâneo atualiza essas antigas calúnias ao negar a legitimidade nacional judaica sem responder o que propõe para o Estado de Israel já existente.
Quem é a autora do livro sobre Israel
A atuação profissional de Lilia também está ligada ao tema. Ela preside a Aviva18, consultoria jurídica que trabalha com casos de antissemitismo, racismo e crimes digitais e se dedica à defesa dos direitos humanos e às discussões jurídicas sobre liberdade de expressão, discriminação e Justiça.
A ligação familiar com o assunto aparece em sua trajetória. Lilia é neta de Marcos Frankenthal z”l, fundador do primeiro jornal em iídiche do Brasil, e filha do criminalista Leonardo Frankenthal z”l.
O lançamento de O Antissionismo Impossível terá a participação de autoridades, juristas, jornalistas e lideranças comunitárias. O evento será realizado na Unibes Cultural, na Rua Oscar Freire, 2500, no Sumaré. A entrada é gratuita mediante inscrição.
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