Partidos acionam TSE contra Eduardo Bolsonaro por desinformação sobre urnas eletrônicas
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A legenda alega que ele voltou a disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas durante uma transmissão ao vivo na semana passada.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), sob a alegação de que ele voltou a disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas em uma transmissão ao vivo publicada na última semana.
Na ação, os partidos alegeram que as declarações de Eduardo fazem parte de uma estratégia para colocar em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral antes das eleições de 2026.
O documento cita uma live realizada em 23 de julho no canal de Eduardo no YouTube, na qual ele conversou por cerca de 55 minutos com o estrategista argentino Fernando Cerimedo. Segundo a federação, durante a transmissão foram retomadas acusações que já haviam sido analisadas e rejeitadas pela Justiça Eleitoral.
Solicitação de retirada do vídeo
Entre os argumentos apresentados na live, a ação menciona referências a supostos “arquivos da CIA” para questionar a segurança das urnas eletrônicas. Para os partidos, as declarações não representam interpretações equivocadas sobre o processo eleitoral, mas a reprodução consciente de informações consideradas inverídicas.
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“Não se trata de equívoco, mas de deliberada reiteração de conteúdo sabidamente inverídico”, argumentoaram os partidos na representação.
O que o PT pede ao TSE
- Retirada imediata da live publicada por Eduardo Bolsonaro nas plataformas digitais;
- Proibição de novas publicações com conteúdo considerado semelhante sobre as urnas eletrônicas;
- Aplicação de multa de até R$ 30 mil ao ex-deputado;
- Multa diária, em valor a ser definido pelo relator, caso eventual decisão judicial seja descumprida.
Declarações “falsas”
Na petição, a federação afirma que a transmissão reúne 11 declarações falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e argumenta que elas integram uma ação coordenada para enfraquecer a confiança nas instituições responsáveis pela condução das eleições.
"As ações não decorrem de coincidência, mas do intento premeditado de deslegitimar as instituições eleitorais", sustentou o documento.
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